Londrina discute problemas ambientais
O abandono dos córregos e fundos de vale são, na opinião dos representantes dos conselhos regionais de saúde de Londrina, os problemas ambientais que mais afetam o bem-estar da comunidade. A situação ambiental nas regiões urbanas e comunidades rurais, bem como as sugestões para resolvê-las serão levantadas, neste final de semana, durante as pré-conferências que ocorrem nas principais regiões de Londrina (veja programação nesta página). O levantamento integrará a pauta de discussões da I Conferência Municipal de Meio Ambiente, promovida pela Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), e que se realizará nos dias 8, 9 e 10 de junho, na Câmara Municipal.
Na opinião de lideranças de bairros, o descuido do poder público com os fundos de vale conta com a contribuição da própria população que transformam os locais em depósitos de lixo. O matagal aliado à poluição dos córregos permite a proliferação de insetos. Temos na região 28 casos confirmados de dengue, destaca Joelma Carvalho, da região Sul. Ela lembra ainda que a administração passada aprovou projetos de revitalização de fundos de vale, oferecendo espaços de lazer à comunidade. Segundo Joelma, os moradores disponibilizaram mão-de-obra, cabendo ao município o repasse do material, mas mesmo assim os projetos não saíram do papel.
A mesma expectativa foi criada junto aos moradores da região norte. Este ano a nova direção da Associação de Moradores do Conjunto Parigot 3 e Jardim dos Pássaros, de acordo com o presidente, Cláudio Parigot, já retoma a discussão em parceria com uma escola do bairro. Eles visam a conscientização e a responsabilidade de todos, moradores e empresários. A discussão é necessária, mas não dá para esperar pelos recursos públicos.
Na região oeste, na extensão do Córrego Água Fresca, como destaca a presidente do conselho de saúde, Angélica de Souza, algumas obras foram feitas, como a construção de um campo de futebol e um pista de skate. Mas não há manutenção. O mato tomou conta da área e os moradores jogam lixo e móveis velhos. Parte da pista de skate, como relata, foi destruída por andarilhos que ocupam o espaço como abrigo. Não há como andar por esta região no período da noite.
Na área central da cidade a presidente do Conselho de Saúde, Neuza Alves Ferreira, disse que o descuido se concentra nas velhas árvores condenadas pela ação do tempo ou pelos cupins oferecendo riscos aos pedestres. Ela cita ainda o acúmulo de lixo em terrenos baldios e às latarias de veículos abandonadas em algumas ruas que, em alguns casos, são utilizados como bancas de venda pelos ambulantes. O meio ambiente tem influência direta na saúde das pessoas, assim, merece mais atenção e exige o empenho de todos nas soluções, avalia.
Nas pré-conferências, além da discussão dos problemas, os moradores de cada região escolherão delegados e suplentes que concorrerão a uma vaga junto ao Conselho Municipal de Meio Ambiente a ser formado durante a I Conferência. O Conselho fiscalizará a aplicação das políticas ambientais propostas no evento e irá gerenciar os recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente.





