Londrina discute greve geral
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terça-feira, 25 de setembro de 2001
Chiara Papali<br> De Londrina 
Professores da rede estadual de ensino de Londrina e região se reúnem hoje, a partir das 10h30, na sede da APP-Sindicato, para definir estratégias para a greve geral que começa amanhã. Os professores devem fazer uma passeata ou ato de protesto que marque o início da greve. A previsão é que nem toda a categoria, formada por 4.529 professores na região de Londrina, participe do movimento. A região atende cerca de 115,6 mil alunos.
No Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL), o maior da cidade com 3,5 mil alunos, os professores estão divididos. Segundo a diretora Rosicler Bueno, pelo menos 50 professores já manifestaram que não vão participar da greve e querem garantia de que vão poder dar aulas. Os motivos para não participar da greve vão desde o medo de desconto na folha de pagamento, até professores que estão prestes a se aposentar ou tirar licença-prêmio. A escola tem 127 professores, e apenas quatro iniciaram a operação-tartaruga.
No Colégio Vicente Rijo -segundo maior de Londrina, com 3,3 mil alunos e 146 professores-, que teve adesão total na operação-tartaruga, os professores, ontem, ainda discutiam a participação na greve. Na Escola Estadual Professora Beahir Edna Mendonça, no Jardim Paraíso (zona norte), onde estudam cerca de 550 alunos, os 37 professores não aderiram a operação-tartaruga e também não devem participar da greve geral.
Na tarde ontem representantes dos servidores da saúde e dos professores foram à Câmara pedir o apoio da dos vereadores ao movimento. Tercílio Turine (PSDB), presidente da Casa, disse aos manifestantes que iria reforçar as reivindicações dos servidores junto aos deputados e ao governo do Estado.
Greve HU Por causa da greve no Hospital Universitário, que completa hoje o décimo dia, a Santa Casa registrou ontem um maior número de internações. De acordo com a assessoria de imprensa, 42 pacientes estavam internados durante a manhã, nas 18 vagas do pronto-socorro.


