Para o diretor-superintendente da Irmandade Santa Casa, Fahd Haddad, que administra a Santa Casa, o Hospital Infantil e Mater dei, Londrina deveria ter em torno de 300 leitos de UTI, considerando a estimativa de que pelo menos 10% dos leitos devem ser de alta complexidade. ''Deveríamos, de imediato, aumentar entre 40 e 50 leitos para que possamos ter fôlego até que outras cidades da nossa região se equipem com leitos de UTI'', apontou.
Haddad lembrou que o problema de leito de UTI obedece uma sazonalidade, mas em Londrina, na maior parte das vezes, os leitos estão todos ocupados. Isso porque nas suas contas, o município atende uma região com cerca de 1,5 milhão de pessoas que depende dos leitos londrinenses. ''Além disso, é preciso ter estrutura que reduza os agravamentos de doenças além do trabalho de prevenção, que é relativamente lento. As duas coisas precisam andar em paralelo e é isso que está faltando'', opinou.
Ele explicou que a falta de prevenção na saúde básica, por exemplo, afeta o atendimento nos hospitais do ponto de vista das especialidades médicas. ''Casos que foram atendidos nos pronto-socorros e que precisam de atendimento, caso haja demora pode resultar em problemas'', apontou. (L.A.)

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