Londrina deverá vetar coleta municipalizada
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segunda-feira, 30 de abril de 2001
Érika PelegrinoDe Londrina 
A emenda, aprovada pela Câmara Municipal de Londrina, que coloca o serviço de coleta do lixo reciclável como atribuição do Município, deverá ser vetada pelo Executivo. A emenda foi feita ao projeto de lei que trata da transferência de atribuições da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) para a Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU), aprovado quinta-feira. Tanto o projeto que trata da transferência quanto o que define as novas atribuições da AMA deverão ser entregues ao Executivo amanhã, para sanção.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) afirmou ontem que sempre foi contrário ao Município assumir esse serviço. Porém, disse que irá fazer análises técnicas e de custos, no sentido de buscar atender a Câmara.
O grande empecilho para assumir a parte operacional desse serviço são os custos e a qualidade. Hoje, segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, o Município teria que investir R$ 180 mil na compra de três caminhões, no primeiro ano, e contratar, pro meio de concurso, mais 31 funcionários seis motoristas e 25 garis.
A contratação ficaria inviabilizada pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de acordo com Sella. Ele afirmou que, em tese, o Município teria os mesmos gastos terceirizando ou municipalizando a coleta do lixo reciclável. O custo para reserva técnica de pessoal é que aumentaria os gastos com pessoal em 20%. Além de despesas com manutenção de caminhões, contratação de caminhões em regime de emergência em caso de algum veículo quebrar.
A qualidade do serviço também ficaria prejudicada. Na contratação de pessoal por concurso, algumas exigências não podem ser feitas, para não correr o risco de cometer discriminação.


