Londrina deverá ter centro de castração
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sábado, 10 de fevereiro de 2007
Vanessa Navarro<BR>Reportagem Local 
Para alguma coisa boa serviu a polêmica da proposta de eutanásia de cães e gatos de uma moradora de Londrina, já enterrada pelo prefeito Nedson Micheleti (PT). Ontem pela manhã, começou a se delinear uma parceria entre o Município e a ONG SOS Vida Animal para a criação de um centro de castração na cidade.
O projeto tem como objetivo controlar a população de animais domésticos que vivem ou passam grande parte do dia nas ruas. Atualmente, a castração desses bichos é bancada por voluntários do SOS, que não conseguem dar conta da demanda - estima-se que haja 30 mil animais nessa situação. ''Temos veterinários que nos dão uma doação gratuita por mês. As outras nós pagamos, a um preço mais acessível do que o normal'', explicou a presidente da ONG, Andrea Jacomossi Santana.
Segundo ela, o SOS já possui um terreno doado pela prefeitura, onde deverá ser construído o centro de castração. O secretário municipal de Meio Ambiente, Gerson da Silva, disse que a ONG irá formatar o projeto e a prefeitura irá auxiliar na infra-estrutura e manutenção do centro. Ele não citou cifras, mas garantiu que o prefeito está comprometido em disponibilizar recursos.
''Também estamos estudando a construção de abrigos provisórios para animais vítimas de maus tratos'', observou, acrescentando que o projeto também deve contemplar um serviço de tratamento para os animais doentes. Outra ação seria a educação para a ''posse responsável'', orientando as pessoas sobre os cuidados que implica a aquisição de um bicho de estimação.
O Município pretende também formular projetos de lei estabelecendo o limite máximo de animais que um cidadão pode ter e punições em caso de descumprimento. ''Isso terá que ser bem estudado e discutido com a população. Vai ser um debate polêmico'', anteviu o secretário.


