O Departamento de Epidemiologia da Vigilância Sanitária confirmou ontem o segundo caso de dengue em Londrina. A pessoa foi infectada no Rio de Janeiro, situação que cria o risco da cidade vir a ter casos de dengue hemorrágica, um tipo mais agressivo da doença que pode levar a óbito. De 1994 até agora, Londrina não teve registros de casos de dengue hemorrágica.
Rosângela Alvanhan, diretora do departamento, explica que o vírus circulante da dengue em Londrina é do tipo 1 - existem quatro tipos de vírus que provocam a dengue. A dengue hemorrágica só pode acontecer quando a pessoa é infectada pela segunda vez, situação que é possível apenas se o vírus for diferente do que provocou a primeira doença. Por isso os casos de dengue ‘‘importada’’, são sempre mais preocupantes que casos de pessoas infectadas na cidade (autóctones), pelo menos em Londrina onde há apenas um tipo de vírus.
Até ontem a Vigilância Sanitária tinha recebido 45 notificações de casos suspeitos de dengue. Do total, 17 não são dengue e os demais ainda estão dependendo de coleta e resultados laboratoriais para serem esclarecidos. Para Rosângela Alvanhan, o risco de epidemia de dengue ainda é alto em Londrina e depende da conscientização da própria população para ser afastado.
O índice atual de infestação do mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, no município está em 4,49% (resultado parcial), quase 4,5 vezes maior que o considerado controlável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E mais de três vezes o índice registrado no ano passado - 1,32%. Em alguns bairros da cidade o índice ultrapassa os 15%. Acima de 1% há risco de epidemia. Os resultados finais do levantamento deverão ser divulgados apenas na próxima semana.
‘‘Os principais criames do mosquito da dengue ainda estão nos vasos de flores com água; quintais onde são deixados sacos plásticos, tampas e garrafas, etc. e nos muros com cacos de vidro em cima’’, afirma. A Secretaria de Saúde e a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) estão empenhadas no combate ao mosquito da dengue. Londrina está entre os 657 municípios brasileiros a integrarem um programa nacional para reduzir em 50% o número de casos da doença. No ano passado a cidade teve 116 casos confirmados; 113 autóctones e três importados.

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