A proposta orçamentária de Londrina (446.822 habitantes) para 2002 recebeu um acréscimo de 7% em relação ao orçamento de 2001. Segundo o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, o orçamento global, protocolado ontem na Câmara, é de R$ 449 milhões e 243 mil. A receita total da administração direta é de R$ 243 milhões e da administração indireta de R$ 146 milhões. Somando as duas, o valor chega a R$ 389 milhões.

Paulo Bernando explicou que existe ainda o orçamento de investimento das empresas municipais, que é de pouco mais de R$ 59 milhões. Neste grupo entra a Sercomtel, que por ser de economia mista não precisa ter o orçamento total aprovado pelo Legislativo, apenas o que se refere a investimentos.

''No caso da administração direta, estamos prevendo um superávit de R$ 3 milhões'', informou o secretário. Segundo ele, 2001 também deverá fechar com superávit, estimado em R$ 2 milhões. Dos recursos que o município vai arrecadar diretamente, 36% serão destinados à educação (a Lei Orgânica prevê no mínimo 25%); para a saúde serão destinados 26,5% (a Constituição estabele o mínimo de 15%); e para a assistência social 6,6% dos recursos (a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê o mínimo de 6%).

O valor destinado ao Orçamento Participativo será de aproximadamente R$ 12 milhões, para aplicação em projetos ligados às três principais temáticas eleitas pela população: saúde, obras e infra-estrutura. Segundo o coordenador do Orçamento Participativo, Nelson Cardoso, o município foi dividido em 25 microrregiões, que contaram com duas rodadas de discussão cada. A média de participação foi baixa, 91,3 pessoas em cada reunião.

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