A criação há algumas semanas de um Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) pela Polícia Militar (PM) é um sinal do crescimento das ocorrências envolvendo a comunidade das escolas públicas estaduais. Agora, como um desmembramento desta medida, o mais alto comando da corporação estará em Londrina hoje para lançar a 4 Companhia de Patrulha Escolar Comunitária, sediada na Zona Sul, que vai comandar o policiamento escolar existente em outros 102 municípios do Norte do Estado.
Com a criação dessa nova estrutura, a Patrulha Escolar nestes 103 municípios deixa de ser vinculada aos batalhões de suas áreas e passa a se reportar diretamente ao comandante da 4 Companhia que, por sua vez, obedece ao comando do Batalhão, baseado em Curitiba. Situação semelhante ocorre em Maringá, onde também foi inaugurada uma companhia de policiamento escolar.
Somente em Londrina, o efetivo exclusivo da Patrulha Escolar atualmente soma mais de 40 policiais que atendem todas as escolas públicas estaduais, somando 63 colégios. O mesmo acontece em Ibiporã, Cambé e Tamarana, que compõem a área de abrangência do 5º Batalhão da PM.
O tenente Fernando Bonifácio Ferreira acumulará a função de comandante da companhia recém-criada até o retorno do capitão Nelson Villa Júnior, que está de licença. Formado em Curitiba há seis anos, ele já trabalhou na Companhia de Trânsito e no serviço reservado da PM de Londrina, antes de assumir novo cargo na Patrulha Escolar.
Apesar de não divulgar números, tenente Ferreira disse que 97% das ocorrências registradas pela Patrulha Escolar nas escolas são atividades preventivas, como dinâmicas envolvendo alunos, professores, diretores e pais. Apenas 3% das ocorrências correspondem à mediação de conflitos.
Segundo o tenente, as atividades envolvem avaliação das instalações físicas dos colégios quanto à funcionalidade e segurança, diagnóstico escolar, construção de um plano de ação e aplicação de palestras, além da criação de um plano de segurança para as escolas. Ele disse que as primeiras etapas já foram cumpridas pelos policiais, que estão na fase de desenvolvimento do plano de ação.
Segundo ele, a maior reclamação nas escolas ainda é a indisciplina dos alunos. ''Se é muito grande, pode se transformar num ato ilícito e é aí que entra o trabalho de prevenção da Patrulha Escolar.''
A Patrulha Escolar funciona em Londrina há quatro anos e este ano só enfrentou uma situação conflituosa, quando alunos do colégio estadual Lauro Gomes da Veiga Pessoa, na Zona Norte, depredaram a escola. ''Esse vandalismo fugiu da realidade e os estudantes envolvidos já foram identificados e responsabilizados'', garantiu o tenente, ressaltando que o elo entre os policiais e a comunidade permite ainda a troca de informações que auxilia na solução de crimes que ocorrem fora do ambiente escolar.
''Muitos vizinhos de escolas procuram a Patrulha Escolar para informar sobre foragidos ou tráfico de drogas, por exemplo, e a Patrulha repassa os dados ao serviço reservado da Polícia Militar. Também é feito um trabalho em parceria com a Companhia de Trânsito'', completou Ferreira.

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