''Londrina! Cidade de braços abertos/A todos os filhos do nosso Brasil! E a todos aqueles de pátrias distantes.'' Os primeiros versos do hino de Londrina foram cantados com emoção por cerca de 300 pioneiros, entre
eles alguns trajando roupas características de 32 etnias de povos que colonizaram a cidade.
A solenidade foi ontem à tarde no jardim do Museu Histórico, área central, para celebrar os 72 anos da chegada da primeira caravana da Companhia de Terras Norte do Paraná, marco da colonização do Norte Novo do Estado.

A data, conhecida como Dia do Pioneiro, é a principal homenagem anual aos senhores e senhoras com mais de 70 anos que escolheram Londrina para ganhar a vida na juventude e descansar na velhice. Pela primeira vez o evento (normalmente montado no campus da Universidade Estadual de Londrina) foi realizado no jardim do museu, que passou por remodelação de instalações e acervo.

Segundo cadastro organizados por entidades que pesquisam a história da colonização, ainda vivem 500 pioneiros que já estavam na cidade na década de 30. Cerca de 3 mil pessoas vindas principalmente do Nordeste, Minas Gerais e São Paulo, além de um grande número de europeus refugiados, aportaram em Londrina no período. Os primeiros se instalaram em 10 alqueires de terra nas proximidades da localidade chamada Três Bocas, ao sul da cidade.

O ponto alto da comemoração foi a chegada na célebre Catita o primeiro ônibus da Viação Garcia, cuja fabricação é da década de 30 transportando representantes de todas as etnias que compuseram as primeiras caravanas. Um culto ecumênico deu início à celebração. ''Deus há de nos abençoar por estarmos aqui lembrando estas pessoas que lutaram tanto para Londrina ser o que é'', disse o padre Sílvio Andrei, um palotino, primeira congregação católica a se instalar na cidade.

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