Londrina atingiu a meta exigida pelo Ministério da Saúde para a campanha de vacinação contra a gripe. Encerrado no dia 12 de junho, mas prorrogado para alguns grupos prioritários até a última sexta-feira, o período teve índice de cobertura do grupo prioritário alcançando 86% de pessoas vacinadas na cidade, segundo informou ontem o setor de imunizações da Secretaria de Saúde de Londrina. No total, foram aplicadas 127,5 mil doses. A meta estabelecida pelo governo era chegar aos 80%.
Apesar disso, três grupos, de crianças (de 6 meses a menores de 5 anos), gestantes e puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto) registraram adesão abaixo da meta traçada antes do início da vacinação. O primeiro ficou na casa dos 75%, enquanto os dois últimos pararam em 66%. "Conseguimos uma cobertura melhor em alguns grupos e outros acabaram ficando abaixo da média que é exigida pelo Ministério da Saúde", analisou a coordenadora de imunização da Secretaria de Saúde de Londrina, Sônia Fernandes.
Ela destaca que em Londrina não há como prorrogar o prazo de vacinação porque já não há mais doses em estoque. Por outro lado, algumas cidades do Estado vão continuar com ampliação da faixa etária para idosos de 58 e 59 anos. "Em Londrina não tínhamos como aderir porque não tinha estoque. Precisaríamos de pelo menos 11 mil vacinas e não temos nem 1% disso disponível hoje", explicou Sônia.
"Na verdade, estamos orientando que os municípios que ainda têm saldo podem continuar a vacinação de acordo com o estoque que eles têm", acrescentou o coordenador estadual do programa de imunização da Secretaria Estadual de Saúde, João Luis Galego Crivellaro.
De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, o Estado também já superou a meta traçada pelo Ministério da Saúde, com 89,4% de cobertura, levando em consideração os grupos prioritários - gestantes, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a 5 anos, idosos, puérperas e indígenas. Já foram aplicadas, no total, mais de 2,6 milhões de doses, sendo pouco mais de 75% deste montante para o grupo prioritário.
O coordenador explica que ainda faz um levantamento mais preciso e não há como listar as cidades que vão seguir em campanha, tampouco o número de doses existentes, mas reforça que grávidas também podem procurar as unidades de saúde para serem vacinadas. "A cobertura tanto no Paraná como no Brasil ainda está abaixo para as gestantes. E a gente orienta que elas sigam procurando porque é importante estarem imunizadas, independentemente do período de gravidez em que ela esteja", convocou Crivellaro.

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