Os vereadores de Londrina aprovaram ontem uma suplementação de R$ 800 mil para o Fundo Municipal de Sa© úde, que banca os custos do funcionamento do Saúde da Família, programa de atendimento domiciliar integrado do governo federal em parceria com os municípios. O reforço de caixa foi possível devido ao superávit nas contas municipais.
O projeto do Executivo foi aprovado por unanimidade e garante verbas para o programa que não estavam previstas no orçamento atual. Em relação à redação original, houve apenas a supressão do artigo 4º do projeto, que previa uma suplementação eventual de 20% ao crédito especial. A emenda que suprime o artigo é de autoria do vereador Renato Araújo (PPB).
Em julho, o programa voltou a ser implantado através de um convênio com a Santa Casa, que fornece parte dos profissionais para a tarefa. ''Além de estarmos atados com a Lei de Responsabilidade Fiscal, não teria porquê contratar pessoal para um programa que pode ser transitório'', explicou o secretário municipal de Sa© úde, Sílvio Fernandes, que esteve na Câmara.
Atualmente, são 81 equipes - 11 delas trabalham na zona rural. Cada equipe, com oito pessoas, tem um custo de R$ 11 mil por mês. A suplementação, segundo o secretário, garante o programa pelos próximos quatro meses. ''O Saúde da Família melhora as estatísticas no combate à mortalidade infantil e materna, além de reduzir o número de internações e humanizar os atendimentos'', justificou o secretário em plenário.
O secretário afirmou que até o final do ano pretende ampliar em 10% o número de equipes e a área de abrangência. O programa prevê envolvimento comunitário dos profissionais. Atualmente, são 300 mil pessoas atendidas pelo programa na cidade.

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