Somente cinco das 46 loteadoras que deveriam construir salas de aula para o município concluíram as obras. Destas, 25 estão em execução ou em processo de negociação para quitar o débito com a Prefeitura, 19, porém, ainda não sinalizaram quando ou onde construirão as salas.

O levantamento foi feito pela Secretaria de Educação e encaminhado ao Comitê de Crise da Câmara de Vereadores, que cobra um posicionamento do Executivo para construir novas salas e reduzir o déficit de vagas na Educação Infantil.

De acordo com a presidente do Comitê, vereadora Sandra Graça, a Câmara deverá propor ao Executivo que os empresários em débito construam salas de aula em espaços físicos já existentes nas escolas do município.

"Nosso objetivo é conseguir viabilizar parte destas salas ainda em 2015, para que possamos abrir vagas para a educação infantil já em 2016. Reconheço que é uma estratégia ousada, mas como os empresários tem o privilégio de não precisar passar pelo trâmite licitatório, acredito que se o setor privado abraças esta ideia conosco, será possível viabilizá-la".

Outra possibilidade, segundo a vereadora, é que os empresários unam forças para construir uma escola. "Encaminhamos ao prefeito a solicitação de áreas públicas livres para a construção de novas unidades. Também estamos considerando esta possibilidade", afirmou.

Em entrevista ao Bonde, o prefeito Alexandre Kireeff disse que o relatório das salas caucionadas dará um norte sobre a atual situação, de modo que as diretrizes serão traçadas a partir deste ponto. "Vamos discutir as possibilidades juntamente com a Câmara de Vereadores para que possamos resolver este problema da melhor forma possível".

Uma reunião entre o Comitê de Crise e a administração municipal deverá ocorrer na próxima semana. Posteriormente, os empresários que estão em débito com o município deverão ser convocados para que as possibilidades sejam discutidas.

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