Pontes caídas ou com a estrutura abalada, terra levada por desmoronamento, asfalto cedido. Em vários lugares de Londrina é possível encontrar cenários que relembram a chuva que causou diversos estragos na cidade no dia 15 de outubro. E os londrinenses ainda convivem com situações que colocam em risco a segurança e a integridade da população.
No Jardim Novo Bandeirantes (Cambé), a Rua Serra Formosa era o caminho mais fácil e rápido para chegar até o Jardim Bandeirantes, na Zona Oeste de Londrina, dando acesso à Pontifícia Universidade Católica (PUC). A via era muito usada por motoristas e motociclistas que precisavam ir até a Avenida Tiradentes ou imediações. No entanto, desde a chuva parte da rua está interditada por conta de dois grandes buracos que foram abertos na ponte que passa sobre o Ribeirão Cambé.
No local, tubos de concreto e pedras que impedem a passagem dos motoristas não fazem o mesmo efeito sobre motociclistas, que continuam se arriscando apesar da possibilidade de desabamento do local. O comerciante Florindo da Silva Lima disse que trafegava pela rua com frequência antes da chuva. ''Neste local passavam caminhões e ônibus, agora todos têm que dar a volta pela Avenida Arthur Thomas'', explicou, destacando que aquela é uma ligação importante entre os bairros.
Nos 20 minutos que a reportagem da FOLHA esteve no local, inúmeros motociclistas ''furaram'' a barreira de tubos e se arriscaram fazendo a passagem pela ponte. Apesar do buraco de cerca de três metros de extensão por dois metros de largura e três metros de profundidade na pista, o vendedor Cristian Ricardo Nunes não considera a ponte perigosa. ''Eu passo por aqui de vez em quando. Fazer a volta gasta tempo, tem muita gente travada por causa desta ponte quebrada'', justificou. Além dos motociclistas, os pedestres também se arriscam pelo local e os buracos abertos no asfalto estão sendo usado pelos moradores vizinhos como depósito de lixo.
Responsabilidade
De acordo com o secretário municipal de Obras, Bruno Morikawa, a prefeitura não se responsabiliza caso ocorra algum acidente naquele local. ''O trânsito está claramente impedido. Se alguém continua passando é por conta e risco próprio'', afirmou. Segundo ele, esta é uma das 13 pontes que foram danificadas com as chuvas no município. ''Ela está na relação que foi levantada no Estado de Emergência. Esta ponte especificamente já foi pleiteada para que o Estado ou o Governo Federal façam a reconstrução, mas ainda não houve manifestação'', explicou.
Para Morikawa, o município está ''amarrado'' com a recuperação da cidade porque as obras envolvem custos que a administração não consegue absorver. ''Entendemos que Estado de Emergência implica em respostas emergenciais das quais ainda não tivemos nenhuma sinalização positiva tanto do governo do Estado quanto do governo Federal. Estamos na expectativa do envio de recursos para a recuperaçao desta e de outras pontes'', disse.
Segundo o ele, apesar do município ter enviado os documentos necessários dentro dos prazos exigidos, ainda não há previsão da vinda desse recurso para Londrina. A Rua Almeida Garret, nas imediações da barragem do Lago Igapó 2 (Zona Sul), tambem está esperando recurso. ''As obras que estamos fazendo lá são uma recuperação não definitiva para não perdermos o recurso que será enviado pelo governo Federal. Este recurso permitirá fazer uma obra mais adequada e resistente a este tipo de ocorrência''.

Londrina ainda convive com estragos
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