Moradores da Vila Santa Terezinha (zona leste) reclamam das más condições de um ponto de ônibus na Avenida Santa Mônica, entre as ruas Santa Terezinha e Nossa Senhora de Lourdes. O presidente da associação de moradores do bairro (que também contempla a Vila Amaral), Jorge Breguedo da Silva, conta que as telhas de alumínio do ponto foram roubadas há um ano e que, desde então, quem pega ônibus no local fica exposto à chuva.
''Colocamos esta lona sobre o ponto para protestar contra este esquecimento da prefeitura. Estão revitalizando o lago, pintando o centro, mas se esquecem dos bairros'', critica Breguedo. A lona preta tem 4 por 9 metros e foi colocada pelos moradores durante a chuva da manhã de segunda-feira. Breguedo prestou queixa sobre o ponto na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) no dia 20 de maio, e reclama que não foi atendido. ''Fui à Câmara, procurei o prefeito, mas ninguém quis falar comigo. Por causa da demora, agora até a estrutura do ponto vai ter que ser trocada, porque as chuvas ao longo do ano apodreceram as ferragens'', afirma o morador.
Segundo Breguedo, o ponto, em direção à Avenida Dez de Dezembro, é essencial para os moradores da região porque os dois pontos mais próximos ficam muito distantes: o primeiro fica cerca de 200 metros abaixo do ponto sem telhas, e o segundo só está disponível já na Via Expressa. ''Cansamos de esperar. Se em dez dias não tomarem providências, vamos fechar a avenida'', ameaça Breguedo.
A diretora de transportes e operações da CMTU, Rosemeire Suzuki, afirma que o problema na Avenida Santa Mônica será resolvido nos próximos dias. ''O material para a manutenção daquele ponto será entregue amanhã (hoje). A demora foi provocada pelo atraso desta entrega'', explica a diretora, que garante que as telhas e demais materiais serão colocados ainda esta semana. O material a ser entregue hoje será utilizado na cobertura de outros 15 pontos de ônibus em toda a cidade.
Segundo a diretora, Londrina tem cerca de 2 mil pontos para o transporte coletivo, dos quais 1,8 mil são cobertos. ''Realizamos manutenção nestes pontos diariamente. Mensalmente, atuamos em ciclos que oferecem melhorias para 50 pontos por mês. Estas manutenções incluem reparos em estragos provocados por acidentes e vandalismo, além da transferência de pontos quando há necessidade'', afirma Suzuki. Segundo a diretora, cada ponto de ônibus custa R$ 500.
No momento, a CMTU está analisando a possibilidade de transferir a administração dos pontos para empresas privadas. ''Em troca de publicidade, empresários arcariam com a manutenção de certos pontos de ônibus. Com isso, eles poderiam oferecer pontos mais modernos, confortáveis, e com mais informações, como a discriminação das linhas que passam por aqueles locais e seus horários'', explica a diretora. O projeto deve ser implementado a partir do ano que vem.

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