Lombadas deixam de registrar infração
Os londrinenses que excederem a velocidade de 30 km/h nos locais onde há lombadas eletrônicas não serão mais multados. Ontem, foi o último dia de funcionamento dos equipamentos, instalados em dez pontos da cidade. O contrato com a empresa Perkons/Inepar, de Curitiba, que fazia a operação e manutenção dos redutores de velocidade venceu ontem e a prefeitura decidiu não renová-lo.
A desativação dos equipamentos agradou aos londrinenses ouvidos ontem pela Folha (ver matéria abaixo). O comandante da 2ªCompanhia de Trânsito (Ciatran) da Polícia Militar, Sérgio Dalbem, afirma: Os redutores eletrônicos são o sistema mais eficiente de se coibir a alta velocidade dos automóveis e, portanto, a melhor maneira de se evitar o aumento do número de acidentes nos pontos mais críticos das áreas urbanas.
Para ele, os redutores são melhores que qualquer outro tipo de obstáculo disponível atualmente. Eles registram através da imagem fotográfica exatamente qual é o veículo do infrator; o que não ocorre, por exemplo, com os semáforos. Contra a fotografia e a multa dos redutores eletrônicos, não há contestação.
Dalbem observa, no entanto, que não tem como avaliar positiva ou negativamente a desativação das chamadas lombadas eletrônicas. Não dá para fazermos um prognóstico se o número de acidentes vai aumentar ou diminuir nos locais em que os aparelhos funcionaram nos últimos quatro anos. Esperamos que os motoristas tenham consciência e não passem a correr mais só porque não serão mais multados pelos redutores eletrônicos, ressalta Dalbem.
Ele informa que acontecem na cidade, em média, 16 acidentes automobilísticos por dia. Raramente alguns dos cerca de 500 acidentes mensais são registrados nos dez pontos que contam com os redutores eletrônicos. Nos quatro primeiros meses deste ano, o número de vítimas foi de 22. Nenhuma destas pessoas faleceu em consequência de acidente nos locais das lombadas, que multavam os motoristas que passavam por elas acima de 30 km/hora.
Não temos como não admitir que os redutores realmente inibem os maus motoristas. Mas, infelizmente, não temos como instalar redutores por toda a cidade. A saída é investir na educação dos motoristas e pedestres. Só a conscientização levará à diminuição da velocidade, dos acidentes e mortes no trânsito, diz Dalbem. Espero que os motoristas não corram mais porque deixarão de ser multados eletronicamente. Mais que o dinheiro da multa, temos que ter consciência do valor de cada vida humana.
Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Mário Stamm Júnior, o alto custo do contrato - cerca de R$ 100 mil mensais - foi o principal motivo para a prefeitura não renovar o contrato dos equipamentos. Ele não soube precisar quanto era arrecadado mensalmente com o pagamento das multas pelos infratores. Os números sobre o déficit mensal gerado pelo contrato das lombadas eletrônicas serão divulgados pelo secretário municipal de Administração, Wilson Mandelli, que não foi localizado ontem pela Folha.Cesar AugustoOntem foi o último dia de funcionamento dos redutores de velocidadeOsmani Costa





