VELOCIDADE Lombadas darão multa na BR-116 José SuassunaAs lombadas eletrônicas da BR-116 começam, a partir de amanhã, a flagrar e multar o motorista que dirigir com velocidade acima de 60 km/h Maigue Gueths De Curitiba A partir de amanhã, os motoristas que ultrapassarem o limite de velocidade de 60 quilômetros por hora nas seis lombadas eletrônicas instaladas ao longo do trecho urbano da BR-116, em Curitiba, serão multados. Os equipamentos, também chamadas de Redutores Eletrônicos de Velocidade (REVs) estão em fase de testes há cerca de um ano em três pontos de tráfego intenso da rodovia, no bairro Atuba, Fagundes Varela e Brigadeiro Franco. O valor das multas na estrada é semelhante às autuações feitas em Curitiba pelos radares eletrônicos. Quem ultrapassar até 20% dos 60 km horários, chegando a 72km/h, será penalizado em 120 Ufirs, o correspondente a R$ 127,69, além de perder 5 pontos na carteira de habilitação. Acima de 72km/h, a falta é considerada gravíssima, com perda de 7 pontos na carteira e multa de 540 Ufirs, ou seja, R$ 574,61, além de correr o risco de ter a carteira apreendida. Motoristas e pedestres que passam pelo local aprovam a colocação dos redutores. ‘‘A lombada é boa porque o pessoal diminui a velocidade e nós podemos atravessar a rua sem problemas’’, diz Francisco Catini, vendedor de frutas nas proximidades do Atuba. Segundo ele, atravessar a BR-116 é mais perigoso na região onde mora, no bairro Pompéia, perto da Ceasa, onde não há lombada. O representante comercial Aurélio Araújo, que passa no local todos os dias, também é favorável às lombadas e multas. ‘‘O redutor funciona bem, o único problema são os caminhões que vêm em velocidade e não conseguem reduzir a tempo’’, diz. Antonio dos Santos, caminhoneiro há 19 anos, defende-se, dizendo que mesmo tendo que cumprir prazos de entrega de mercadorias, a categoria obedece a sinalização. ‘‘Também queremos estradas mais seguras e uma maneira é reduzir a velocidade’’, diz. A cargo do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), o projeto pretende instalar 667 redutores em todo País, sendo 46 no Paraná. Destes, até o final do ano, a Diretoria de Concessões e Operações Rodoviárias do DNER deve espalhar pela região de Curitiba mais dez redutores eletrônicos. A instalação dos novos redutores é de responsabilidade do Consórcio Segurança nas Estradas, do qual fazem parte as empresas curitibanas Perkons Equipamentos Eletrônicos e Inepar Indústria e Construções. As unidades serão administradas pelo DNER e todas as multas registradas pelos redutores nas rodovias federais paranenses serão cobradas pelo Departamento de Trânsito do Estado (Detran-PR). O DNER, Prefeitura de Curitiba e a Perkons não têm dados que apontem a redução de acidentes com a instalação das lombadas na BR-116. No Rio Grande do Sul, segundo a Perkons, os acidentes praticamente caíram a zero depois que os redurores entraram em operação. Na RS-30, que liga Gravataí ao litoral, por exemplo, no ponto do Parque dos Anjos, entre julho de 97 a julho de 98, 181 veículos envolveram-se em acidentes que resultaram em 67 feridos e três mortes. Depois dessa data, com a instalação dos redutores, não houve mais nenhum acidente.

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