César AugustoLiberado!Lombada com defeito na Duque de Caxias: temporada de chuvas rompeu laços de detector de velocidadeQuatro das 18 lombadas eletrônicas instaladas em Londrina estão paradas há algumas semanas. A primeira parou de controlar a velocidade dos motoristas há cerca de dois meses. O conserto, até o momento, não está no cronograma de serviços do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
Estão sem funcionar os equipamentos de um lado da avenida Saul Elkind (zona norte), da avenida Duque de Caxias, em frente à Prefeitura, na pista em direção ao centro (zona sul), um lado da avenida JK, em frente ao colégio Delta (área central) e um lado da avenida Winston Churchill (zona norte).
O problema nesses pontos foi o rompimento do laço detector da velocidade, segundo a empresa Perkons, fabricante dos equipamentos e também responsável pela manutenção, conforme dita o convênio assinado entre a empresa e a Prefeitura na época da instalação dos primeiros redutores na Cidade.
Mas executar a troca dos laços que, conforme garante a empresa, não tem custo algum para a Prefeitura, depende do conserto do asfalto a ser providenciado pelo município. ‘‘Não adianta colocarmos laço novo se não consertar o asfalto. Às vezes, quando é só um buraco, nós mesmos acabamos arrumando. Mas não temos máquinas para fazer trabalhos maiores’’, afirma o responsável pelo departamento da Perkons, Donald Schause.
Segundo Schause, o rompimento do laço detector é o problema mais comum nos equipamentos. Ele afirma que essas são as primeiras lombadas eletrônicas de Londrina que tiveram os laços rompidos. Ele explica que o rompimento ocorre devido à infiltração de água - que compromete o sistema - e também pelo deslocamento do asfalto, que acaba forçando o isolamento do laço. Ele afirma que o defeito começou depois da última temporada de chuvas.
Outros problemas comuns, alerta Schause, como lâmpadas queimadas e má visualização da velocidade registrada pela máquina não interferem na medição. A Perkons tem um representante da manutenção em Londrina que, segundo Schause, percorre todas as lombadas semanalmente. ‘‘Os casos menores ele resolve, e quando aparecem problemas mais sérios, nos comunica.’’
O presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, afirma que o conserto do asfalto para que as lombadas estragadas voltem a funcionar depende de uma resposta da Secretaria Geral da Prefeitura. Stamm solicitou uma consulta sobre o convênio realizado na aquisição dos equipamentos para depois tomar providências.
Enquanto as quatro lombadas não são consertadas, a Prefeitura deixa de receber cerca de 800 multas por mês. Segundo relatórios da Perkons, em média 200 veículos são multados mensalmente nas lombadas instaladas em Londrina.
Cada multa custa, aproximadamente, R$ 70,00. Do valor de cada uma delas, 55% vai para o Departamento de Trânsito (Detran) e os 45% restantes para a Prefeitura. Cerca da metade da arrecadação da Prefeitura vai para o pagamento do aluguel dos equipamentos.

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