Mauro FrassonDiretran vai avaliar a real utilidade das lombadasA Diretran começa a retirar hoje lombadas consideradas desnecessárias em Curitiba. O primeiro trabalho será na Rua Pádua Fleury, esquina com a Isaías Regis de Miranda, na Vila Hauer. ‘‘Esta lombada será retirada porque hoje existe um semáforo a uma quadra dali’’, diz o gerente de engenharia de trânsito da Diretran, Paulo Malucelli.
O Código de Trânsito Brasileiro determina que as lombadas sejam eliminadas até setembro. Apesar disso, aceita lombadas de 1,5 metros de largura e 8 centímetros de altura ou de 3,70 metros e 10 centímetros, em locais com alto índice ou risco de acidentes e grande movimento de pedestres.
Curitiba tem cerca de 900 lombadas, mas a Diretran ainda não sabe quantas serão retiradas. No sistema viário básico, muitas serão substituídas por semáforos de pedestres ou por radares. ‘‘Os radares só punirão os infratores. Não farão como a lombada, que hoje obriga todos os motoristas a reduzir a velocidade.’’
‘‘Com o código, já está comprovado que a velocidade diminuiu,’’ diz Malucelli. O economista Luiz Felipe da Cunha, 44 anos, concorda. ‘‘Reduzir a velocidade é uma questão de disciplina pessoal. Acho excelente que as lombadas sejam retiradas.’’
A idéia da Diretran é manter apenas as lombadas que tenham uma boa justificativa para existir. Segundo Malucelli, lombadas necessárias são as que estão fora do sistema viário básico, em ruas com tráfego de menos de 600 veículos por hora nos horários de pico e perto de escolas, supermercados ou templos religiosos.‘‘As lombadas são injustas; além de estressar os motoristas, quebram veículos e causam colisões.’’ (A.C.)

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