Lojistas reclamam de vendedores de carnês
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Um grupo de comerciantes da Rua São Paulo, entre o Calçadão e a Sergipe, na Área Central de Londrina, encaminhou um comunicado para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) cobrando providências em relação à atuação de uma equipe do Baú da Felicidade. A queixa é que os vendedores de carnês estariam atrapalhando o acesso dos clientes aos estabelecimentos comerciais do trecho.
''Londrina é o palco da ilegalidade. Queremos a retirada total e imediata desse pessoal'', reivindicou o comerciante Nicolau Bulgacov Junior. Segundo eles, os vendedores chegariam até a fazer as abordagens até dos clientes que estão entrando nas lojas, o que provoca constrangimento entre os consumidores. Ele também disse que o veículo ficaria estacionado durante todo o dia no mesmo local, desrespeitando assim os limites impostos pela Zona Azul.
O gerente de vendas externas do Baú da Felicidade, Eugênio Carlos dos Santos, destacou que o grupo mantenedor desenvolve esse tipo de ação no Brasil todo, ''sempre respeitando os regulamentos de cada município.'' ''Também vamos orientar os integrantes da equipe quanto à abordagem. Não queremos prejudicar o comércio, até porque fazemos parte dele'', declarou.
O coordenador de Feiras e Ambulantes da CMTU, Ivair Ângelo, foi taxativo ao afirmar que qualquer tipo de comercialização no Calçadão é proibida pelo Código de Posturas. ''A venda de porta em porta pode ser feita'', apontou. Ele acrescentou, ainda, que o desrespeito à norma e a reicindência podem resultar em multa.
A mobilização dos comerciantes da áreas acabou rendendo outros frutos. Numa reunião realizada na manhã de ontem, os representantes dos estabelecimentos comerciais elaboraram uma pauta de reivindicações para a prefeitura. Entre os principais pontos, estão a revitalização do Calçadão, mudança da restrição do horário de abertura do comércio, apoio nas datas comemorativas e intensificação da fiscalização contra ambulantes, entre outras ações.
O presidente da CMTU, Francisco Moreno, afirmou que as reivindicações do grupo de comerciantes já têm sido sistematicamente atendidas pelo poder público municipal. Ele informou, por exemplo, que a varrição do Calçadão é feita duas vezes por semana e ação é estendida para ruas próximas. ''Há um projeto de revitalização do Calçadão sendo elaborado e que vai abranger, inclusive, a questão das concessões de bares e lanchonetes que funcionam nesse espaço'', ressaltou Moreno.
Tanto que a autorização para a realização de feiras e eventos no Calçadão tem sido, segundo a CMTU, bastante ''rígida.'' A prioridade tem sido os projetos da Secretaria Municipal da Cultura, que historicamente promove apresentações artísticas no local na época das festas de fim de ano. ''O Calçadão é uma área que tem de estar liberada para os cidadãos e, por isso, só são autorizadas ações de interesse público'', garantiu Ivair Ângelo.


