Marcos NegriniDisputaVelha rodoviária começa a gerar polêmica antes de ser desativadaOs donos de lojas da rodoviária de Maringá, que deve ser desativada até o final de maio, querem que o local abrigue o terminal de transporte urbano e metropolitano. A decisão foi repassada para o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam), que agora estuda a proposta.
O empresário Mário Novais, que tem várias lojas no local, disse que inicialmente foram apresentadas três idéias: transformar o prédio da velha rodoviária em um shopping, derrubar tudo e construir um centro comercial ou manter a estrutura para abrigar o terminal de transporte urbano.
Ele lembra que a própria administração do Município pediu para que os proprietários de lojas apresentassem idéias para utilização do local. ‘‘Optamos pela alternativa do terminal porque vamos praticamente manter o fluxo de pessoas que passam pelo prédio todos os dias’’, explica Novais. Hoje o terminal urbano funciona no meio da Avenida Tamandaré, atrás da rodoviária. A intenção da prefeitura é tirar o terminal da avenida, que seria liberada para auxiliar no escoamento do tráfego de veículos na área central.
O presidente do Ipplam, Nildo Ribeiro da Rocha, disse que o órgão está analisando a idéia dos donos de lojas na velha rodoviária junto com outros setores da prefeitura. ‘‘Vamos procurar respeitar as propostas dos proprietários das lojas, mas tudo dentro das condições impostas pelo planejamento urbano’’, afirma. Ele adiantou no entanto que não justifica a prefeitura investir em uma nova rodoviária e manter o prédio da antiga nas mesmas condições na área central.
TombamentoOutra polêmica em torno da velha rodoviária de Maringá é o projeto do vereador Decio Sperandio (PDT) pedindo o tombamento do prédio, que começou a ser votado ontem. Sperandio quer que o local seja transformado em um centro de artesanato e espetáculos.
‘‘Maringá tem potencial e não é explorado de forma adequada, o que poderia ser feito com a criação do centro’’, justifica. Tanto Nildo da Rocha como Mário Novais são contra o projeto. Os dois alegam que o prédio não tem nada de histórico e nem tem uma arquitetura que poderia marcar uma época.

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