Lojistas pedem reforma em prédio
Nem a instalação de uma Igreja Evangélica com cerca de 100 fiéis ajudou a revigorar e a melhorar o ambiente da rodoviária velha de Maringá, um prédio com quase 50 anos de idade, 20 lojas de armarinhos, bijuterias, bares e lanchonetes, muitas prostitutas e meninos de rua autores de pequenos furtos. O prédio está instalado em frente à praça mais central da cidade, a Raposo Tavares, centro de prostituição, roubos e tráfico de drogas, apesar do esforço da Polícia Militar em redobrar há 30 dias a vigilância no local.
A Igreja Evangélica Nova Aliança se instalou há dois meses na sobreloja da velha rodoviária, com cultos às terças, quintas, sábados e domingos a partir das 20h30. A livraria evangélia Nova Canaã, que durante 17 anos funcionou na sobreloja, se mudou para o piso inferior. Para os lojistas, como o evangélico Carmo Andreazzi e o empresário Mária Novaes, a esperança era de que as prostitutas, que rondam o prédio desde às 9 horas até as 19 horas, se convertessem ou pelo menos fossem embora. Tudo em vão.
Oito meses depois da mudança dos ônibus intermunicipais e interestaduais para a nova rodoviária, a velha continua a mesma, apenas um pouco mais limpa. Os lojistas, logo após a mudança, tentaram constituir um condomínio e apresentar um projeto de reformulação total do prédio, transformando-o numa Rua 24 Horas, com passagem subterrânea até a praça. Pelo acordo verbal acertado entre prefeitura e lojistas, a despesa seria dividida.
O empresário Jonathan de Oliveira, dono de uma loja de armarinhos, liderou o movimento para a formação do condomínio, mas já está desistindo da empreitada: Estou à beira de um ataque de nervos. É muita desunião para uma classe só. Pintamos os bancos e os corredores. Comprei a tinta por minha conta, gastei R$ 500,00, a prefeitura cedeu a mão-de-obra. Ficamos de dividir os gastos. Até hoje não recebi um tostão.
Ele conta que a prefeitura ficou de trocar as calhas do telhado. Não trocou e hoje chove muito dentro do prédio, lamentou. Ele disse que chegou a oferecer uma sala de graça para a PM ficar dentro do prédio, mas a oferta foi recusada.
O único movimento que diminuiu, segundo o empresário Mário Novaes, foi o do comércio: Baixou em 60%. E continua caindo e a tendência é cair mais ainda depois dessa mancada do governo (a desvalorização do real).
O engenheiro Mauro Menegazzo, da Secretaria dos Transportes de Maringá, diz que até hoje aguarda o projeto do condomínio da rodoviária velha. Quando ficar pronto, vamos participar como proprietários, pagando a nossa parte.
Até agora, os empresários instalados na velha rodoviária não conseguiram instalar um condomínio, nem mesmo definir os moldes da reformulação do prédio num projeto.Marcos NegriniConversõesOs comerciantes da velha rodoviária esperavam que a Igreja instalada ali acabasse com as prostitutasMarccio W. Varella





