Londrina
Comerciantes do Calçadão da avenida Paraná (área central), em Londrina, fizeram abaixo-assinado criticando ofício da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) que foi enviado na última sexta-feira, para todas as lojas locais. O ofício, baseado no decreto municipal 263/85, lembra que é expressamente proibido o ingresso de veículo para carga ou descarga no Calcadão, em qualquer horário, sob pena de multa.
No documento preparado pelos comerciantes, que foi enviado ontem para Comurb, a principal dificuldade apontada é operacional: na reposição de estoque, os produtos teriam que ser ‘‘carregados’’ da rua até a loja.
Os lojistas querem que seja permitido o acesso de caminhões para carga e descarga em horários definidos: das 6 às 8 horas; a partir das 22 horas, enquanto o comércio estiver aberto à noite; e após às 18 horas, quando passar o período de compras natalinas.
Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Abílio Medeiros, as 18 maiores lojas do Calçadão assinaram o documento. Para ele, a Comurb não levou em conta o dia-a-dia das empresas quando preparou o ofício. ‘‘Concordo que não havia critérios para carga e descarga. Mas o que não pode é simplesmente proibir.’’
Medeiros lembra ainda que as lojas hoje mantêm estoques baixos e, por isso, a reposição é feita em períodos curtos. Por isso, ele diz, todo dia há carga e descarga no Calçadão. Ontem mesmo ele entrou em contato com a diretoria de operações da Comurb para discutir o problema e disse que a receptividade foi muito boa. ‘‘Prometeram uma solução até amanhã (hoje).’’
A assessoria de imprensa da Comurb informou que a diretoria de operação vai estudar a melhoria nas áreas de carga e descarga do Calçadão. Mas a decisão de manter a proibição da entradas de caminhões no local será mantida. O principal motivo, explica, é que o piso do Calçadão não suporta o tráfego de veículos pesados e precisa ser conservado.
A assessoria de imprensa lembra também que a Acil foi consultada sobre os projetos de revitalização do Calçadão e deu ‘‘apoio imediato’’. Lembra ainda que os projetos tem tido uma repercussão muito boa junto à população e que, quando as melhorias estiverem efetivadas, o comerciante será o primeiro beneficiado.

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