Em uma ação conjunta na tarde de ontem, a Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Ministério Público Estadual visitaram diversas lojas dos shoppings Catuaí e Royal Plaza. Fiscais percorreram vários estabelecimentos e orientaram os lojistas sobre a substituição das sacolas feitas com plástico convencional pelas oxi-biodegradáveis.
''As lojas que ainda não aderiram ao uso de sacolas ecologicamente corretas assinarão um ofício e terão o prazo de 11 dias para adequação. Caso contrário, serão multadas em valores que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões, por dia'', explicou Laerty Dudas, coordenador estadual do Programa de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente. Segundo ele, a maioria das lojas se adaptou à mudança, em cumprimento à lei federal 6938/91, sobre a responsabilidade dos geradores de resíduos.
Segundo ele, o estado do Paraná está dando o exemplo para todo o país. ''Após uma audiência realizada há um mês com Ministério Público, Secretaria do Meio Ambiente e representantes dos shoppings centers, a grande maioria dos lojistas já substituiu as sacolas plásticas pelas de papel ou oxi-biodegradáveis'', comemora.
A diferença entre as sacolas tradicionais e as ecologicamente corretas, feitas de plástico oxi-biodegradável, está no tempo de decomposição. Enquanto as oxi-bio se decompõem em 18 meses, as tradicionais levam 400 anos. ''De cada 100 sacolas utilizadas, 85 vão parar no meio ambiente e somente 15 são recicladas. Todo mundo sabe que tem que mudar mas, infelizmente, muitos ainda continuam ignorando o assunto'', afirma.
De acordo com Dudas, o Paraná gera por mês, cerca de 500 milhões de sacolas plásticas. Só o setor supermercadista é responsável por 100 milhões. ''Em Londrina, os supermercados Super Muffato e Condor já se adaptaram. Ao contrário do Big, Mercadorama e Carrefour, que já foram autuados e estão sendo multados diariamente'', comenta Dudas.
Em nota oficial, o Catuaí informou que cumpriu o papel de informar aos lojistas a necessidade de adequação não só à lei federal 6938/91, como também à Lei Estadual 12493/99, sobre a minimização de geração de resíduos. ''Muitos lojistas já utilizam há tempos embalagens alternativas ecologicamente corretas como sacolas de papel e papelão. O uso de sacolas plásticas oxi-biodegradáveis ou biodegradáveis e opções em lona também estão sendo estudadas'', diz a nota.

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