Pequenos comerciantes da área central ouvidos pela Folha são favoráveis a regularização da atividade exercida pelos ambulantes. A maior vantagem é que a concorrência entre eles seria mais leal do que a atual. A lojista Joana Kleteimberg, que trabalha com venda de armarinhos, disse que como os camelôs exercem uma atividade comercial ''têm obrigação de pagar impostos'' assim como ela. E, estando regulares, também estariam sujeitos a uma fiscalização mais rigorosa o que, segundo ela, hoje não acontece. Joana afirmou que quando foi abrir sua pequena loja, na Avenida Rio de Janeiro, buscou auxílio junto à CMTU, mas não conseguiu. ''E mais, nem um panfleto eu posso distribuir sem autorização'', reclamou.
Silmar Rogério de Fraga, que tem loja de produtos a R$ 1,99, avaliou que a mudança para um shopping é conveniente do ponto de vista do comerciante. ''A mudança é importante porque eles atrapalham a via pública, mas seria melhor que não fosse no centro'', disse citando o exemplo de Brasília (DF) onde, segundo ele, o camelódromo foi construído numa área afastada e, mesmo assim, atrai consumidores. Quanto ao subsídio, ele acha a medida injusta para com o comerciante tradicional.
O vendedor de cartões usados e produtos variados Gilberto Fernandes também se disse favorável a regularização da atividade. ''Todo mundo precisa trabalhar e que trabalhem dentro da lei''. Para ele, o shopping é bom porque dá mais conforto para o consumidor.

mockup