Lojista comanda perseguição no centro
Perseguição começou depois que lojista escutou gritos de pega ladrão e terminou com prisão algumas quadras depois
José SuassunaFLAGRANTEO presidente da associação dos lojistas da Galeria Andrade, Amilton Pfaffenzelller, no momento em que algemava o ambulante Adilson Correia Marins
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Uma frustrada tentativa de assalto na casa de câmbio e operadora de turismo Diplomata terminou de maneira inusitada, ontem, na Galeria Santos Andrade, no centro de Curitiba. O vendedor ambulante Adilson Correia Marins, 35, depois de ter sido perseguido e algemado dentro do próprio carro pelo presidente da associação dos lojistas da galeria, Amilton Pfaffenzelller, e pelo balconista Valdir Barbieri, foi encaminhado por policias militares ao 1º Distrito Policial e liberado.
Segundo o Sargento Adilson Freitas, responsável pela triagem no 1º D.P., as testemunhas da tentativa do assalto não quiseram registrar queixa e, por não haver vítima e nem provas materiais do crime, Correia teve que ser solto. O policial militar informou que ele negou ter tentado assaltar a casa de câmbio. Ele disse que não fez nada e que só correu porque havia outra pessoa o perseguindo.
Toda a confusão começou por volta do meio-dia e meia, segundo contou o gerente da operadora (que não quis se identificar). Confuso, disse que não viu os dois homens entraram na casa de câmbio. Quem os teria visto seriam as funcionárias, que não foram autorizadas a dar entrevista. O gerente falou que os dois homens tentaram levar a bolsa de uma cliente.
Perseguição arriscada Amilton Pfaffenzelller, que estava cortando o cabelo ao lado da Diplomata, disse que ouviu gritos ladrão, ladrão e saiu em disparada atrás de dois homens que deixavam a casa de câmbio. Ele contou que um deles, moreno claro, aparentando ter mais de 35 anos, conseguiu fugir correndo pela Rua Presidente Farias. O outro Correia Amilton disse ter perseguido da Travessa Alfredo Bufren, passando pela galeria do edifício Santos Andrade, até a entrada do Passeio Público na rua Conselheiro Laurindo.
Ele contou que, durante a perseguição, Correia disse estar armado e que iria atirar. Da entrada do Passeio Público, o persegui até voltarmos para a rua 13 de Maio. Ali, quando o vi entrando na Brasília (placa AIT 7813) não tive dúvidas: chutei o vidro do carro, acabei acertando a cara dele e, na confusão, apareceu uma pessoa me oferecendo um par de algemas. O algemamos e esperamos a PM chegar, o que demorou uns 30 minutos. O balconista Valdir Barbieri, que também é vigilante, foi quem cedeu as algemas.
Apesar da coragem demonstrada pelos dois, o policial militar Adilson Freitas, condenou a atitude. Em situações como essa pode acontecer uma tragédia. As pessoas devem acompanhar de longe e com muita cautela quem praticou, ou tentou praticar, algum crime. Mas a polícia sempre deve ser avisada do ocorrido.





