Lojas se transformam em refúgio
Os estabelecimentos comerciais que ficam próximos aos pontos de ônibus acabam se tornando refúgio em dias de chuva ou de sol forte. Funcionários desses locais testemunham frequentemente as dificuldades dos usuários.
A caixa Adriana Cristina Pereira relata que no ponto de ônibus perto da loja onde trabalha, na Rua Araguaia, na Vila Nova (Região Central), não há cobertura. Segundo ela, isso faz com que as pessoas passem por apuros e procurem a primeira porta de estabelecimento comercial para se proteger.
Se por um lado os estabelecimentos são uma alternativa, por outro há o risco de perder a condução, já que o motorista pode confundir o usuário com um cliente da loja. A auxiliar de serviços gerais Claudinéia dos Santos reclama que, ao se abrigar no imóvel vizinho ao ponto, os ônibus acabam passando direto, sem parar. ''A gente não consegue nem ver se o ônibus está chegando'', reclama. Claudinéia utiliza sempre um ponto de onibus localizado na Rua Tietê, próximo ao Corpo de Bombeiros (Centro). ''Eu já peguei gripe por causa da chuva.'' (V.O.)





