O comércio varejista de Curitiba está resistindo em cumprir a norma do Ministério da Justiça que determina que todos os produtos expostos em prateleiras devem trazer seu preço bem visível ao consumidor. A constatação é do Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), que intensificou ontem a fiscalização nos estabelecimentos da cidade. O número de irregularidades encontradas assustou a diretoria do Procon, que já pensa em medidas drásticas para garantir os direitos dos consumidores.
No primeiro dia de trabalho, a equipe de fiscalização, formada por seis técnicos e quatro estagiários, visitou supermercados das regiões leste e oeste da cidade e lojas do Shopping Crystal. Foram fiscalizados os supermercados Parati do Cristo Rei e do Jardim Social, Carrefour Pinhais, Makro, Extra do Jardim Social, Coletão e Mercadorama do Juvevê. Destes, os fiscais encontaram irregularidades no Carrefour, que não apresentava preço do refrigerante diet, induzindo o consumidor a pensar que o valor era igual ao do refrigerante comum que estava exposto ao lado com preço 50% menor; e no Extra, que não tinha indicação de valor de certas mercadorias e também dos juros cobrados nas vendas a prazo. Já no Shopping Crystal, 35 lojas não mantinham o preço dos produtos expostos nas vitrines.
Todos os estabelecimentos foram orientados a se adequar à lei que está valendo desde o dia 20 de maio. O diretor do Procon, Naim Akel, diz que por causa do grande número de erros encontrados a Coordenadoria trabalhará apenas esta semana na orientação, passando depois a emitir autos de constatação, que oferecem prazo de cinco dias para o que a norma seja cumprida. A multa por não cumprimento varia de 200 a 3 milhões de Ufirs.

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