Lojas Brasileiras entregam prédio
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Vivian de Albuquerque 
Depois de quase dez anos de negociações, foi entregue ontem o prédio onde funcionavam as Lojas Brasileiras. Situado na Rua XV de Novembro, centro de Curitiba, o edifício de propriedade do Clube Curitibano foi alugado para o grupo Lobrás em 1989, num acordo que baseava o valor do aluguel no faturamento mensal da loja.
Há cinco anos o clube entrou com uma ação anulatória do contrato, alegando que o valor era muito inferior ao auferido pelo mercado. Mesmo com a Justiça dando ganho de causa ao clube, o locatário conseguiu permanecer no imóvel graças a ações renovatórias concedidas em seu favor.
Além de recuperar o prédio, que deverá ser revitalizado para o uso de atividades do próprio Curitibano, a ação anulatória assegurou ainda o direito a uma indenização com base de cálculo na diferença entre o que foi pago e o que foi levantado no mercado. O valor da indenização não foi divulgado.
As lojas, por sua vez, não devem reabrir o comércio em outro local, já que possuem uma filial na Rua Desembargador Westphalen, também em Curitiba. A saída aconteceu um mês antes do previsto em função do novo aluguel determinado pela Justiça e reajustado para R$ 36 mil mensais.
O processo não terminou ainda, disse a representante do escritório de advocacia da Lobrás, Pereira & Gionédis, Juliana Araújo, enquanto protestava contra a presença da imprensa.Ainda não se pode falar em valores.
A mesma atitude foi tomada pela diretoria do Curitibano, que acompanhou todo o processo de entrega do imóvel. Sem falar em valores ou futuros investimentos, o presidente Luiz Gonzaga Mota apenas disse que o espaço deverá servir como um apêndice da atual sede do clube. É um espaço que hoje é pequeno para abrigar tantos associados. Mas já foi a antiga sede social e tem seu valor.
No momento da entrega foi preciso chamar um chaveiro para estourar as fechaduras emperradas, que dificultavam o trabalho da equipe de vistoria do clube. Num acordo entre as partes uma nova vistoria, só que desta vez judicial, deverá ser feita nos próximos dias para garantir a parte técnica da anulação do contrato.


