Via que já simbolizou toda a riqueza da região em décadas anteriores, a Avenida Higienópolis (Área Central de Londrina) também sofre hoje com as mazelas sociais. Numa de suas esquinas mais valorizadas, com a Rua Espírito Santo, existe um ''mocó'' que já tirou o sono de quem trabalha e vive na região. Exausto de esperar por uma solução, um lojista vizinho do problema agora decidiu trocar a vitrine por um cartaz de protesto contra o descaso do poder público.
O gerente da loja, Marcelo Maronato, disse que tomou a iniciativa depois que o vidro da fachada foi quebrado por uma pedrada, em meados de dezembro. Eles então confeccionaram um banner informando a clientela de que a loja ''não teria mais vitrine em função da falta de segurança''. Maronato contou que no final do ano precisou gastar com vigilância noturna para não amargar prejuízos com invasões, furtos e roubos.
Maronato comentou que a Polícia Militar, principalmente os policiais da cavalaria, passam pelo local de vez em quando mas os usuários do mocó - adolescentes e adultos moradores de rua, viciados, flanelinhas - sempre acabam voltando. ''Além do cheiro forte de urina e fezes, eles usam droga lá dentro e deixam restos de comida e lixo pelas calçadas e em frente às lojas'', afirmou. O prédio, que foi usado pela última vez pela empresa VaspEx, está completamente depredado. Portas e janelas praticamente não existem mais e interior está tomado pelo mau cheiro.
A Secretaria Municipal de Ação Social informou que o pessoal do ''Programa Sinal Verde'' faz abordagens constantes mas a dificuldade seria a alta rotatividade dos frequentadores porque a área virou ponto de tráfico de drogas de diferentes grupos. O proprietário já teria sido notificado e advertido para impedir a entrada no prédio, o que até o momento não aconteceu.

mockup