O comandante do Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu, major Ariovaldo de Gouveia Sobrinho, disse ontem que o Mercado de Fogos Fortaleza, parcialmente destruído por um incêndio no final de semana, desrespeitava as normas de armazenagem e venda de fogos de artifício, apesar de possuir alvará expedido pela prefeitura em 1996 e que vinha sendo renovado anualmente.
Segundo o major, a instalação do estabelecimento no local contraria o Código Municipal de Posturas. A lei impede a instalação de depósitos de fogos de artifício em áreas urbanas e próximo a locais que armazenem produtos inflamáveis. Além de estar em uma área densamente habitada - a menos de 200 metros da Ponte da Amizade -, o depósito e a loja ficam em frente a um posto de gasolina. Segundo o major, havia grande quantidade de fogos de artifício estocada no local, cerca de 30 metros cúbicos.
O secretário municipal de Planejamento, Elsidio Cavalcanti, disse que o alvará só permite a venda de fogos de artifício no local, e não o armazenamento desses materiais. Segundo ele, não houve fiscalização porque o alvará é renovado anualmente, sem a necessidade de vistoria. A Polícia Civil iniciou ontem à tarde perícia no local.

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