A idéia parece absurda, mas tem funcionado como um alívio para pais, professores e crianças preocupadas com o destino de seus bichinhos virtuais. Há duas semanas, de olho no novo filão de consumidores, uma loja de brinquedos de Curitiba criou o ‘‘Berçário para Tamagotchi’’, que tem atendido em média 20 ‘bebês’ por dia. Prático - são 26 pregos colocados num painel para pendurar os ‘bichinhos’ - e com uma a diária de R$ 0,50 por meio período -, o berçário promete acabar com o drama das crianças que estão proibidas de levar Tamagotchi e Dinokur para a escola.
‘‘Muitas crianças chegam aqui reclamando que os pais não souberam cuidar direito dos bichinhos’’, explica um dos responsáveis pela ‘hospedaria’, Leonardo Benévolo Lopes. Ele, que costuma se apresentar como ‘pediatra’ do berçário, precisa socorrer cada um dos brinquedos entre oito a dez vezes durante o período de hospedagem. ‘‘Cada vez que um deles apita, faço um revisão geral para ver do que estão precisando’’, explica.
Dependo das ‘necessidades biológicas’ de cada bichinho, o responsável pela estadia escolhe uma entre as dez opções de atividades virtuais - dar comida, bebida, fazer carinho, brincar, estudar e até mesmo ligar o ar condicionado caso a temperatura ambiente esteja muito alta - para satisfazê-lo. Ao contrário do que pensa a maioria das crianças, os bichinhos virtuais não têm um tempo de vida limitado. Caso ele ‘morra’ por falta de alguns dos seus insumos vitais, basta apertar um botão para que a brincadeira recomece. (C.P.)

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