Loja liquida revólver e parcela em até 4 vezes
Loja liquida revólver
e parcela em até 4 vezes
Enquanto diversas entidades de classe se envolvem com a campanha Londrina exige o fim da violência e o governo federal tenta proibir a venda de armas, a loja Armarinhos Paulista, na Rua Benjamin Constant, no centro de LOndrina, realiza uma promoção para desovar seu estoque de revólveres Taurus calibre 38.
A loja está vendendo o revólver cano curto em quatro vezes de R$ 120 e o revólver cano longo em quatro parcelas de R$ 180. Em outras lojas, um Taurus cano curto é vendido a um preço médio de R$ 530. O preço do cano longo varia de acordo com o modelo e o tamanho.
O diretor da loja, Sérgio Franco, não vê problemas em promover a liquidação de armas enquanto a cidade pede o fim da violência. Segundo ele, a venda de armas não é proibida no Brasil. A responsabilidade é das pessoas que estão se matando e não de quem está vendendo. Isso gera emprego, gera impostos, argumenta.
O comerciante alega que tem poucos revólveres em estoque e resolveu liquidá-los porque o mercado de armas deixou de ser interessante em razão da burocracia para conseguir o porte de arma.
Segundo ele, há 10 anos o estabelecimento vendia até 50 revólveres 38 canos curtos por mês e 150 modelo stander, além de 10 carabinas no mesmo período. Ao promover uma campanha na TV, a loja comercializou 100 revólveres em 17 dias.
Paradoxalmente Franco entende que o cidadão não deve andar armado e alega que deu fim a uma coleção com 50 armas que possuia, ficando apenas com um revólver, que também pretende vender. Se você está desarmado pode levar um soco na boca e ir para casa com raiva. Se estiver armado pode se tornar um assassino, analisa.
O comerciante afirma que ao final da promoção deixará de vender armamentos, mas não tem intenção de doar os revólveres que possui em estoque. Não sou entidade filantrópica, tenho as despesas da minha loja, conclui.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Newton Moratto, considera a venda de armas um assunto polêmico. Tenho ouvido em debates que o fato de a pessoa estar desarmada é um incentivo para os ladrões. Mas quem não tem um treinamento ou um preparo psicológico pode causar um mal maior, afirma.
Moratto entende que a arma incentiva a reação, mas seria necessário uma pesquisa sobre o assunto. Acho que é uma questão pessoal, mas em princípio sou contra. O presidente do conselho afirma que não anda armado e nunca deu um tiro.
O delegado Acácio Gonzaga de Azevedo, explica que o registro da arma é fornecido pela loja, com a exigência de identidade, comprovante de endereço e de emprego. Geralmente as lojas fornecem esse registro gratuitamente e com isso o cidadão pode manter a arma dentro de sua casa. O porte de arma deve ser adquirido na Polícia Civil e custa R$ 117.
No último dia 10 o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB), do Distrito Federal, apresentou um projeto proibindo a venda de armas de fogo no País. A proposta é idêntica a que foi encaminhada à Câmara no início do ano pelo governo federal e que está praticamente parada junto aos deputados.





