Curitiba - Por volta das 14h30 de ontem, uma explosão destruiu a loja de cosméticos Laffayette, na Rua Carlos de Carvalho, no Centro de Curitiba. Oito pessoas ficaram feridas, a grande maioria por estilhaços de vidro, quatro delas foram encaminhadas aos hospitais Evangélico e Cajuru em estado grave, mas sem risco de morte.
O motivo da explosão, que arremessou destroços a mais de cem metros de distância, ainda é desconhecido. Suspeita-se que ela tenha sido causada por uma caldeira que existia no primeiro andar da loja, onde funcionava um salão de beleza. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, no momento da ocorrência havia dez funcionárias dentro do estabelecimento, todas estavam no andar térreo. Um laudo oficial da polícia científica sobre o caso deverá ficar pronto em 20 dias.
Segundo a zeladora do edifício vizinho à loja, Ivanilda Souza, a explosão veio de cima. ''A portaria desabou tudo'', declarou ela, que foi atingida na cabeça por placas de gesso e teve ferimentos leves. Uma das funcionárias da Laffayette que ficou ferida, Eunice Cavalcanti, afirmou que não havia botijão de gás no estabelecimento. Uma loja de roupas que funciona ao lado de onde houve a explosão sofreu rachaduras no forro de gesso e em algumas estruturas de madeira. Segundo seu gerente, Fausto Bento Viana, não houve fumaça nem fogo na hora do incidente.
Logo após a ocorrência, o prédio comercial onde a loja funcionava foi evacuado devido ao perigo de desabamento. A Comissão de Segurança de Edificações em Imóveis da prefeitura de Curitiba (Cosedi) inspecionou o local e concluiu que não existe risco estrutural, mas decidiu interditá-lo por medida de segurança. A limpeza dos destroços deverá ser feita nos próximos dias por uma empresa especializada.
Até o final da tarde de ontem, equipes da prefeitura e do Corpo de Bombeiros realizavam a limpeza da rua, que estava repleta de cacos de vidro. O trânsito ficou bloqueado por várias horas.
Logo após a explosão, enquanto as vítimas eram socorridas, a Guarda Municipal teve que conter dois indivíduos que se aproveitaram da situação para roubar alumínio do local. A FOLHA procurou o proprietário da loja, mas uma funcionária disse que ele estava viajando.

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