Locutor relembra improvisos
As primeiras transmissões esportivas eram de futebol. O Estádio do Comercial Esporte Clube ficava a 200 metros de distância da torre. Não existia telefone. Tínhamos que estender um cabo de quase 300 metros entre a torre e o estádio para transmitir o jogo. Logo cedo estávamos lá amarrando fio nos postes. A lembrança é do advogado Cândido Batista de Souza, 80 anos, que foi um dos primeiros locutores da emissora.
Outro episódio que o advogado relata é o de um grupo de locutores que fazia Rádio Teatro e viajou para São Sebastião da Amoreira, para uma apresentação. Choveu muito e o grupo não pode retornar para Cornélio Procópio, apesar da programação do dia seguinte ser dos locutores. Resultado, eu fiquei o dia todo com a programação.
Segundo Souza, foi nos programas de auditório que ele conheceu a mulher, Isabel Arrebola de Souza. O advogado afirma que que fez da emissora uma enciclopédia auditiva. Em meio a cada música, faziamos inserção de frase histórica ou científica para conhecimento da comunidade.
Operador de som Quando tinha 11 anos de idade, o mecânico Wladmir Reccanello era operador de som da Rádio Cornélio. O meu tio, Alberto Carazzai, tinha serviço de auto-falante e como via meu interesse pela área, quando passou a ser locutor da rádio me levou para trabalhar junto com ele, conta.
Hoje com 62 anos, Reccanello lembra que o salário que recebia dava para comprar leite para toda sua família. Me pagavam certinho porque confiavam no meu serviço, apesar da pouca idade. Das lembranças, Reccanello, não esquece a época que uma moça da cidade, de nome Maria Góes, fazia aniversário. Ela era tão estimada que a rádio faturava bastante. O telefone tocava o dia inteiro com pessoas mandando recados para ela.





