Locomotivas batem de frente em Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de março de 2005
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Um acidente entre duas locomotivas da América Latina Logística (ALL) paralisou atividades no pátio de manobras de Maringá. As duas máquinas bateram de frente por volta das 14 horas de ontem. Dois maquinistas sofreram ferimentos leves e um ainda estava preso nas ferragens até o fechamento desta edição. O Corpo de Bombeiros declarou a vítima como morta.
Uma locomotiva utilizada para manobras estava entrando no pátio quando se chocou com outra máquina carregada de farelo que se deslocava para Apucarana. Com o choque, as duas máquinas se encavalaram e uma delas descarrilou. Dois maquinistas que conseguiram pular do trem antes do choque foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros com escoriações leves. Eles foram encaminhados ao Hospital Santa Rita e liberados no final da tarde.
Ambos os funcionários, cujos nomes não foram divulgados, estavam na locomotiva de manobra. Já a situação do maquinista que conduzia a locomotiva carregada, Aguinaldo Campos Vieira, 43 anos, era incerta. Até o fechamento desta edição, os bombeiros ainda não haviam conseguido chegar próximo dele e também não obtiveram nenhum tipo de comunicação com a vítima. ''Não há a menor possibilidade de ele ainda estar vivo'', comentou ontem o tenente do Corpo de Bombeiros, Maurício Corsetti, tendo em vista o estado das duas locomotivas.
A corporação mandou quatro viaturas ao local e um médico. Pelo menor dez homens trabalhavam na tentativa de retirar a vítima com auxílio da equipe da ALL. A chuva do fim da tarde trapalhou o trabalho.
Em nota, a ALL informou que todas as locomotivas possuem compudadores de bordo e GPS (sistema de posicionamento global). A empresa adianta, entretanto, que o acidente foi causado por um erro de procedimento possivelmente de origem humana que deverá ser investigado detalhadamente nas próximas horas. A empresa classificou o erro como grave.
Segundo a empresa, Vieira era residente em Apucarana e era funcionário da RFFSA. Há 14 anos trabalha como maquinista em uma conduta profissional classificada como exemplar.


