Locomotiva atinge carro em Maringá
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sexta-feira, 18 de dezembro de 1998
Marcos Zanatta 
Uma locomotiva da Ferrovia Sul Atlântico bateu ontem em uma Belina no cruzamento com a Avenida Herval, na área central de Maringá. Cinco adultos e duas crianças, uma com dois meses e outra com um ano de idade, estavam no carro mas ninguém se feriu. Quando vi o trem gritei: Deus não vai deixar acontecer nada, comenta a dona de casa Maria do Carmo da Silva Fagundes, uma das ocupantes do veículo.
O pedreiro Timóteo Gomes de Souza, que dirigia a Belina, conta que estava tirando o carro estacionado em uma área do Novo Centro. Quando cheguei em cima da linha o carro morreu e quando vi a locomotiva já era tarde. Ele reclama que a locomotiva vinha de marcha à ré e que o maquinista não parou.
Dois funcionários da ferrovia, que estavam na locomotiva, alegaram que o apito foi acionado no local indicado e que as cancelas foram abaixadas, mas a Belina manobrava em cima da calçada. Quando eu vi que o carro não parava comecei a frear, mas a máquina não pára em poucos metros, explica um dos funcionários que pediu para não ser identificado. O vigilante que fica no cruzamento, Joaquim Severino de Gouveia, responsável por acionar a cancela, diz que fez todo o procedimento assim que ouviu o apito. Todos os cruzamentos com a ferrovia foram sinalizados pela prefeitura há cerca de quatro meses, depois de uma série de acidentes.
Gouveia reclama que mesmo quando começa a soar o sinal sonoro e luminoso, avisando que a cancela está baixando, tem motorista que avança. Alguns não respeitam nada. Gouveia também critica os motoristas que estacionam na área do Novo Centro e usam a guia rebaixada da calçada onde passa a linha férrea, para acessar a avenida. A Belina usada por Souza era emprestada, sofreu danos de grande monta e ainda atingiu um Gol.


