Local que abriga menores vai passar por vistoria
Lino Ramos
De Londrina
A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édna Maria de Paula, se reuniu ontem com funcionários e o diretor do Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaddi), Márcio de Jesus Filla, para discutir a rebelião ocorrida sexta-feira na unidade. O motim durou cerca de três horas e quatro menores escaparam por dois buracos feitos nas paredes pelos internos. Um educador e um menor também ficaram feridos na rebelião.
Édina de Paula conversou com os menores mas disse que ninguém quis falar sobre o motim. Eles não falam de jeito nenhum. Eles não tinham motivo, o único motivo é que querem a liberdade, afirmou. Segundo a promotora, alguns internos estavam perto de cumprir os 45 dias de internação no Ciaadi mas agora ficarão apreendidos até que sejam apontados os culpados pela rebelião. Um engenheiro do Instituto de Ação Social do Estado (Iasp) deverá fazer um levantamento estrutural do prédio, em razão da facilidade como os internos abriram buracos e fugiram da unidade.
Para o diretor do Ciaadi, Márcio Filla, a rebelião de sexta-feira pode ser considerada um fato isolado provocado pela imprudência de um educador que abriu a cela para um menor limpar o corredor e acabou dominado pelo interno. Talvez houve imprudência do educador em abrir a cela e querer que um menor limpasse o corredor, com isso a situação ficou insuportável, disse ele, adiantando que está sendo aberto um processo administrativo para apurar a rebelião.
De acordo com Márcio Filla, 12 menores foram apontados como os responsáveis e deverão arcar com os danos materiais provocados pelo distúrbio. O prejuízo será levantado e o custo dividido e repassado à família de cada um dos envolvidos. Enquanto a rebelião não for esclarecida, esses internos ficarão impedidos de participar das atividades psicopedagógicas. Ontem, a situação no Ciaadi era calma e dois menores continuavam foragidos.





