O episódio de ontem revelou a falta de segurança no prédio onde são feitas audiências cíveis e criminais em Curitiba. Funcionários do Juizado pediam a instalação de uma porta com detecetor de metal. ‘‘Como viremos trabalhar aqui amanhã (hoje)?’’, pergunta uma funcionária que não quis se identificar. Ela conta que trabalha há 13 anos no Juizado e que a situação registrado ontem não é fato isolado.
Segundo ela, há aproximadamente dois anos, uma mulher que aguardava uma audiência foi esfaqueada dentro do prédio. Ela afirma que casos de pessoas que tentam entrar com revólveres ou facas são frequentes. ‘‘E eu que era datilógrafa em uma vara criminal, achava que aqui teria muito mais segurança’’, lamenta a servidora do judiciário.
Creuza Bessani Cunha, sogra do atirador, uma das vítimas do atirador, também criticou a falta de segurança no local. ‘‘Como alguém consegue entrar lá dentro armado?’’, questiona. De acordo com Creuza, se houvesse mais segurança isso podia ter sido evitado.
O Tribunal de Justiça foi procurado pela reportagem da Folha, mas não quis se manifestar sobre o assunto. Para o juiz diretor do Fórum Criminal, Francisco Macedo, não há problemas de segurança no local. Ele negou que casos assim tenham acontecido antes.
Susto O tiroteio provocou pânico nas pessoas que estavam no prédio. A universitária Maria de Lourdes Garcia, 45 anos, escapou por pouco de estar entre os reféns. ‘‘Eu escutei os tiros e a gritaria e consegui me esconder atrás de uma porta. Vi quando ele estava recarregando o revólver e aproveitei o momento para fugir’’, relata. A copeira Izonete Braz Taborda, 34, viu quando a mulher e a sogra entraram na copa feridas, fugindo do atirador. A policial civil que trabalha no local, Marília de Oliveira, 37, conta que organizou a fuga dos funcionários e das pessoas que aguardavam audiência do prédio. (E.T.)

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