Local é visitado por donos saudosos
Dorico da SilvaIracema Pereira Rosa visita o local onde o gato Rudi está sepultado: ‘Ele cresceu com meus filhos’A perda de Rudi, um gato siamês de 17 anos, foi extremamente dolorosa para a auxiliar de enfermagem Iracema Pereira Rosa, 40 anos. O gato nasceu três anos depois de seu filho caçula Jean, 20 anos. A filha mais velha, Gisele, 23 anos, tinha 6 anos. ‘‘Ele cresceu junto com meus filhos. Nas fotos de todas as fases da vida da minha família o Rudi estᒒ, afirma.
O gato era um membro da família, até mesmo parentes e amigos assim o consideravam. A veneração de Iracema por Rudi era tanta que durante 17 anos ela dormiu abraçada com ele. No Dia dos Pais – oito de agosto último –, para desgosto de toda a família Rudi começou a passar mal.
Foi internado no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) onde ficou por cinco dias. Chegou a ter convulsões, mas todos os exames diziam que tudo estava normal. Iracema chegou à conclusão que Rudi morreu de velhice. Ela não suportou ver seu gatinho nos hospital e o levou para morrer em casa.
Ela, o marido, os filhos e os outros animais da casa – o gato chamado Mingau e dois pastores alemães – passaram a noite e a madrugada acompanhando a agonia de Rudi. Ele morreu quando o dia estava amanhecendo. ‘‘Foi uma choradeira sem fim. Meus filhos, meu marido e eu não conseguiamos parar de chorar’’, conta.
Para Iracema começou um novo drama: onde enterrar Rudi. Foi trabalhar pensando nisso e um colega lhe falou do cemitério de animais. ‘‘Fui até lá para ver se era um lugar bom para o bebezinho – é assim que ela o chamava –, se não fosse eu o traria de volta’’, conta. Chegando lá encantou-se pelo lugar.
‘‘Precisa ver como foi o enterro. Colocaram o Rudi num cesto, eu o ajeitei, parafusaram e em seguida desceram meu bebezinho na cova por uma cordinha’’, conta.
O professor de biologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marcelo de Carvalho, 30 anos, visita o túmulo de sua gata – batizada simplesmente de Gata – uma vez por mês. Depois de nove anos de convivência, Gata morreu sacrificada após ser diagnosticado que ela tinha câncer. A doença pegou Marcelo de surpresa e em menos de 15 dias sua casa não contava mais com a presença de Gata. Enterrada em nove de junho, Marcelo já visitou o seu túmulo várias vezes. ‘‘É um momento para relembrar a convivência com ela, embora a saudade seja constante’’, afirma. (E.P.)

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