Local do acidente estava bem sinalizado
Londrina A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que a praça de pedágio onde aconteceu o acidente, na BR-369, em Jacarezinho (Norte Pioneiro), é bem sinalizada e a passagem utilizada pelo motociclista é indicada apenas para veículos com cargas especiais. "Por isso que ali há bloqueio com cones e a corrente. Quando um caminhão com muita carga não consegue passar pelas cancelas, essa passagem é liberada pelos funcionários do pedágio. No mais, ela não deve ser utilizada", explica Sérgio Oliveira, chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da PRF, em Londrina.
O motorista, em depoimento informal no hospital, relatou que não quis furar o pedágio, mas imaginou que motocicletas não pagavam a tarifa no Paraná, assim como acontece em algumas rodovias de São Paulo.
Eduardo Alves Braga, 33 anos, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Jacarezinho. A sua esposa, Gisele Particelli, morreu na hora por asfixia e fratura na coluna cervical. As vítimas foram atingidas no pescoço pela corrente que fechava a passagem. De acordo com a PRF, o condutor tentou frear a moto Honda 600F quando se deparou com a corrente, mas não conseguiu evitar o choque.
João Chiminazzo Neto, diretor regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), explicou que os contratos do pedágio no Paraná sempre contemplaram a cobrança da tarifa para as motocicletas. "O próprio governo decidiu pela cobrança em virtude do fluxo grande de motos de baixa cilindrada, que aumenta o risco de acidentes. Todos os pedágios recentemente instalados no País cobram das motos também, que pagam um valor bem mais baixo do que os carros", ameniza.
Com relação ao acidente, a Econorte preferiu não se manifestar por ainda aguardar informações mais precisas ou conclusivas por parte da polícia. A PRF encaminhou o boletim de ocorrência para a Polícia Civil de Jacarezinho, que vai investigar as causas do acidente. (L.F.C.)





