O físico e professor do Centro Politécnico da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Sidnei Alves Lourenço, explicou que os raios ''caem'' por causa das diferenças de cargas elétricas entre as nuvens e o solo. O ambiente, segundo ele, precisa estar ''preparado'' para que o fenômeno aconteça: cargas positivas das nuvens são atraídas pelas cargas negativas do solo, por exemplo.
De acordo com o físico, os locais mais altos como antenas, árvores e edifícios têm uma probabilidade maior de serem atingidos por raios, pois funcionam como pontos de atração. O corpo humano, ressaltou, também pode funcionar como uma espécie de pára-raios porque é um bom condutor de eletricidade. Por isso, os riscos são maiores se a pessoa não estiver com um calçado isolante. ''A descarga não precisa nem cair sobre a pessoa para provocar ferimentos'', alertou.
Lourenço lembrou que o conhecimento humano sobre esse fenômeno da natureza ainda é limitado. Ele apontou que as descargas podem variar muito de intensidade e que o homem ainda não consegue reproduzi-las. (Luciano Augusto)

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