Lixo Útil dá prêmio a Toledo
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terça-feira, 23 de setembro de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Gerson LentschAbrangenteLixo que poderia ser acumulado em locais impróprios serve de motivação para a educação ambientalResultados obtidos pelo programa Lixo Útil deram ao município de Toledo (47 km a oeste de Cascavel) o Prêmio Paraná Ambiental, instituído pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente para destacar instituições públicas, empresas e pessoas que desenvolvem ações ambientais. O prêmio, concedido segunda-feira no Palácio Iguaçu, destacou o gerenciamento de resíduos urbanos feito pelo Município.
O troféu foi entregue ontem ao prefeito Derli Donin (PPB) pela diretora de Educação Ambiental do Município, Gerte Filipetto, que representou Toledo na solenidade em Curitiba. O lixo, que poderia ser acumulado em aterro ou fundos de quintais, serve como motivação para a educação ambiental e resulta em melhoria das condições alimentares e de saúde para famílias carentes.
Iniciado em 94, o Lixo Útil integrada 4 mil residências e estabelecimentos comerciais, inclusive do centro. A previsão é de que mais 4 mil domicílios sejam envolvidos ainda este ano. Os materiais são separados pelos moradores, entre papéis, vidros, plásticos e metais, em caixas entregues pela Prefeitura, e recolhidos semanalmente por um caminhão especial.
Mensalmente, são recolhidas cerca de cem toneladas. O Lixo Útil tem a função educativa e de melhorar as condições de higiene nos locais, enquanto outro programa, o Câmbio Verde, faz a troca por alimentos.
O Câmbio Verde, iniciado em 95, envolve 2,7 mil famílias de bairros carentes, e deverá chegar a cerca de 5 mil famílias. Cerca de 12 toneladas de materiais recicláveis são entregues mensalmente pela população, em barracões de associações de moradores, e levados para o Centro de Separação de Materiais Recicláveis, no aterro sanitário, onde é feita a triagem final.
Empresas recicladoras retiram o material no local, pagando em média R$ 60,00 por tonelada de plástico ou papel, R$ 500,00 por tonelada de alumínio (latinhas), e R$ 0,10 por garrafa. A comercialização é feita pela Coordenadoria do Meio Ambiente, que utiliza o dinheiro para adquirir alimentos para a troca. Quatro quilos de recicláveis valem uma sacola com produtos básicos (arroz, feijão, ovos e batata).
Os resultados obtidos levaram o Câmbio Verde para as comunidades rurais de São Luiz do Oeste (a 20 km da cidade e com 300 famílias) e Vila Nova (28 km, 3 mil habitantes). Para Gerte Filipetto, apesar do componente econômico para as famílias que recebem alimentos, os maiores ganhos dos programas são para o meio ambiente.


