As quase três toneladas de lixo tóxico que estavam parcialmente enterradas numa chácara em Cafeiros, bairro rural de Cruzeiro do Oeste (25 km a leste de Umuarama) foram retiradas ''misteriosamente'' do local depois que a Folha denunciou o caso.
A raspa de couro contaminada com trióxido de cromo havia sido deixada dois anos antes na chácara por uma empresa clandestina que processava sebo a céu aberto e foi interditada pelo Ministério Público. ''Ainda não conseguimos descobrir de qual curtume saiu aquela raspa de couro, nem para onde o material foi levado'', disse ontem o promotor Willian Gil Pinheiro .
O trióxido de cromo, usado no tratamento do couro, contém substâncias cancerígenas. O material só pode ser enterrado a um metro e meio de profundidade, isolado com lonas plásticas. A área do aterro também tem que ser isolada.
Apesar do perigo, o material havia sido parcialmente enterrado pela prefeitura e o dono da chácara, Sebastião Alves, estava cultivando mandioca na área, acreditando que se tratava de adubo.
O chefe do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Umuarama, João Toninato, informou que os laudos feitos pelo Iapar estão com a diretoria do IAP em Curitiba e serão encaminhados ao promotor de Cruzeiro do Oeste. Os resultados não foram divulgados.

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