Lixo tóxico de Tamarana começa a ser retirado hoje
Tem início na manhã de hoje a operação de retirada das 1.200 toneladas de agrotóxicos estocados, desde 1987, nos prédios que seriam destinados à Colônia Penal Agrícola de Tamarana (60 km ao sul de Londrina). O lixo tóxico - formado basicamente por BHC, DDT e Aldrin, que estão proibidos no Brasil desde 87 - será transportado de caminhão, em contêineres especiais, para o Rio de Janeiro, onde será incinerado pela empresa Bayer.
A operação de retirada e queima dos agrotóxicos custará perto de R$ 2,4 milhões dos quais 70% sairão dos cofres do governo do Paraná e 30% serão pagos pela Associação Nacional das Indústrias de Defensivos Agrícolas (Andef). A retirada demorará cerca de 90 dias e está sob responsabilidade da empresa WPA Engenharia.
Esta empresa paulista foi contratada para realizar a retirada e transporte do lixo tóxico pela Bayer do Brasil, vencedora da concorrência pública para o serviço. A queima do produto no incinerador da Bayer será feita em aproximadamente seis meses. A ordem de serviço para o início da operação foi assinada, na tarde de ontem na sede do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Londrina, pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Hitoshi Nakamura.
O acordo para solução definitiva deste problema - que há 11 anos coloca em risco a saúde da população e o meio ambiente de Tamarana - foi intermediado pela promotora Especial do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichenbach. As negociações entre o poder público estadual e as empresas produtoras de agrotóxicos ocorreram desde o início do ano passado. Estiveram presentes à solenidade de ontem, representantes da Bayer, da Andef, os prefeitos de Tamarana, Édison Siena (PDT), e de Londrina, Antonio Belinati (PDT), entre outras autoridades.Josoé de CarvalhoO secretário Hitoshi Nakamura assina ordem para iniciar operaçãoOsmani Costa





