Lixo tóxico ameaça rio e população de Araucária
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sexta-feira, 31 de janeiro de 1997
Da Sucursal 
A Prefeitura de Araucária quer tirar o lixo tóxico armazenado em condição precária no horto florestal da cidade. Segundo o secretário de Agricultura do município, Mário Suzuki, o lixo poderia contaminar o córrego próximo ao horto e as crianças que transitam no local, principalmente, nos finais de semana.
O lixo, composto por embalagens de agrotóxicos, começou a ser depositado no local em meados do ano passado para ser utilizado em um programa de reciclagem da prefeitura e do governo do Estado. Mas o projeto de reciclagem não foi realizado e as embalagens ficaram no horto, explica o secretário.
Os cerca de 40 tambores com as embalagens, cobertos apenas por uma lona, estão a céu aberto, informou o secretário. O lixo tem cheiro forte. Segundo Mário Suzuki, há guardas no local para impedir que as pessoas mexam nos tambores. Mas a área é grande e a fiscalização é mais difícil, afirma.
Suzuki garante que o material não está mais sendo depositado na área. O secretário disse ontem que encaminhou ofício ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), pedindo orientação sobre o que fazer com o lixo tóxico.
As embalagens de agrotóxicos eram recolhidas nos abastecedouros de Araucária. Os agricultores das regiões do Camundá, Formigueiro e General Lúcio iam ao local pegar água para misturar com os defensivo. Por determinação da prefeitura, os frascos vazios eram deixados no abastecedouro para posterior coleta.
De acordo com o secretário, desde o início do ano, cada agricultor se encarrega de enterrar as embalagens vazias depois de lavá-las com água. Esse procedimento está indicado no rótulo do produto.


