Lixo e entulho no Ribeirão Quati, nas proximidades do Jardim Paulista (zona norte), em Londrina, estão impedindo o percurso normal do rio. Centenas de garrafas pet e pedaços de madeira entupiram a tubulação que deveria conduzir a água por baixo de uma rua. Segundo moradores do bairro, quando chove, uma represa, com uma profundidade de cerca de 10 metros, se forma no local.
Além do incômodo da sujeira, o medo de que a água transborde também ronda os moradores. Se cair uma chuva mais forte, moradores da favela Cantinho do Céu, localizada na sequência do ribeirão, seriam os mais atingidos. ‘‘Dá para ver a marca de barro nas árvores, deixadas depois que a água da chuva baixou. Quando estava cheio (na última semana), a gente só via a ponta da mamoneiras’’, disse o mecânico de manutenção Jair Matias, de 52 anos, morador do bairro.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Jardim Paulista, Reinaldo Rodrigues dos Santos, o lixo está se acumulando há cerca de oito meses, quando foi feita a última limpeza no local. ‘‘O lixo vem do próprio ribeirão, as pessoas jogam lá em cima e acaba parando tudo aqui. Tem até óleo derramado e do outro lado crianças nadam no ribeirão’’, afirmou. Segundo ele, a ação da chuva também derrubou parte do barranco. ‘‘A terra chegava até onde era a comporta e a água ‘cavou’ tudo isso’’, disse.
O secretário municipal do Ambiente, João Mendonça, disse que o órgão já havia recebido reclamações sobre o problema no Ribeirão Quati. Ele informou que hoje uma equipe de fiscais deve vistoriar o local, para determinar uma ação conjunta com a secretaria de Obras e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). ‘‘Devemos promover um mutirão de limpeza com a participação de moradores. É importante essa participação para que a comunidade tome consciência de que todo o lixo jogado nas ruas vai parar em rios ou nascentes’’, disse.

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