Lixo tapa buraco de erosão
Depois de suportar por mais de quatro anos um verdadeiro rio de água suja que descia da principal avenida da cidade, os moradores do bairro Jardim Social, de Sarandi (7 km a leste de Maringá), agora têm que conviver com o mau cheiro do lixo que é jogado num buraco formado pela erosão.
A água da chuva parou de escorrer pela erosão de 200 metros de extensão (em alguns pontos com 2 metros de profundidade) que havia até julho passado, antes da campanha eleitoral. Agora, nos 50 metros em que ainda não foi colocada terra e novas tubulações da galeria de águas pluviais, em lugar da água de chuva existe lixo, que não é recolhido há dois meses.
A moradora Maria Helena da Silva Morais, 49 anos, disse que a prefeitura colocou terra do cemitério velho, que foi desativado, no buraco formado pela erosão. Aquela montoeira de água suja não existe mais. Só nos 50 metros finais da erosão, que ainda não tem aqueles tubos. Acho que nas próximas eleições eles fazem o resto do serviço. Mas, em compensação, o que encontramos aqui de lixo e de cruzes do cemitério velho o senhor nem imagina. A cruz mais bonita foi levada por um maconheiro aqui da vila, afirmou a moradora.
O Jardim Social tem cerca de 300 moradores. As ruas são de puro barro, intransitáveis em época de chuva. As casas, de alvenaria e madeira velha, são pequenas e pobres. O bairro fica no final da Avenida Londrina, a principal do município, de 100 mil habitantes. A Prefeitura de Sarandi prometeu recolher o lixo e concluir a obra até o final deste mês.Marcos NegriniNo lugar da águaLixo depositado por moradores e entulhos de cemitério desativado enchem buraco de erosão e causam problemaMarccio W. Varella





