O professor José Lopes, chefe do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade Estadual de Londrina (UEL), reforça que o verão é a melhor época para reprodução dos mosquitos, como o temido pernilongo, em razão da temperatura elevada e grande quantidade de locais com reservatórios de água. No caso de Londrina, a existência de muitos fundos de vale e ribeirões pode agravar o problema. ‘‘É comum encontrarmos nestes rios muitos recipientes plásticos e pneus, que quando na margem acumulam água parada, e quando dentro tornam lenta a vazão dos mananciais, favorecendo a reprodução dos insetos inclusive quando submersos’’, alerta.
  Lopes informa que mesmo o lixo jogado nas ruas, que vai parar nas galerias pluviais, pode se transformar em criadouros. ‘‘Este lixo entope as galerias, criando o microambiente ideal para a reprodução do inseto.’’ O mesmo tipo de problema, segundo o professor, é gerado pelos esgotos clandestinos ligados à rede pluvial.
  Além de evitar o descarte irregular de lixo, ele recomenda alguns cuidados por parte da população, como a limpeza mensal das calhas residenciais. ‘‘As folhas que caem das árvores próximas retêm a água e pequenas quantidades já são suficientes para reprodução.’’ O biólogo esclarece ainda que os terrenos com mato alto não servem como ambiente de proliferação dos pernilongos, como se costuma pensar. ‘‘Os insetos usam a sua sombra somente para repouso. O importante é identificar os criadouros, ou seja, os lugares que contêm água parada ou poluída.’’ (S. L.)

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