Lixo se acumula no Calçadão de Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Fernanda Carreira <br> <br> Reportagem Local 
O fim do ano chegou e com o comércio da área central de Londrina aberto até mais tarde, aumenta o fluxo de pessoas. Com mais consumo, mais geração de lixo e equipe insuficiente de varrição, o cenário que se vê em um dos cartões postais de Londrina é de desleixo. São embalagens plásticas, caixas de papelão, latinhas, papéis e comida espalhados pelo chão, ao invés de estarem acondicionados em lixeiras. Mas cadê as lixeiras? Estão enferrujadas, quebradas e até mesmo arrancadas do suporte que as prende ao chão. Diante do descaso, comerciantes, moradores e frequentadores da região se mostram indignados.
Está horrível isso daqui. Falta gente pra varrer, faltam lixeiras e as que tem estão caindo aos pedaços, opinou o empresário aposentado Olney Rodrigues Cunha, enquanto observava o movimento local, sentado em um dos bancos do Calçadão. Cunha é morador da área central há mais de 40 anos e, segundo ele, o espaço nunca esteve tão mal cuidado com agora.
Para a dona de casa Ivone Caldeirão, além limpeza ser insuficiente, o acúmulo de lixo é também culpa da população que não respeita o espaço. Falta mais educação mesmo. Vejo direto um ou outro jogando palito de sorvete no chão, latinha de refrigerante. Tudo por preguiça de colocar na lixeira, destacou Ivone, moradora da região.
Essa sujeira atrapalha até mesmo nossas vendas, deixa a fachada das lojas feias. Quem vai querer comprar num lugar assim? Você vai em outras cidades, como Maringá, e não vê isso que vê aqui, acrescenta o empresário Alex Lemos, proprietário de um estabelecimento comercial localizado no Calçadão.
O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Décio Zulian, reconheceu que somente uma varrição por dia é insuficiente, principalmente agora com o aumento do fluxo de consumidores. Ele justificou que os problemas com a limpeza têm ocorrido devido à mudança de contrato com a empresa responsável pela varrição do quadrilátero central, a paulista Ebepec.
Quando assumimos, a prefeitura não tinha condições financeiras de garantir que a limpeza continuasse sendo realizada como antes. A CMTU foi obrigada a reduzir o número de varrições diárias de três a uma por dia, justificou. Segundo Zulian, a CMTU já solicitou à empresa um reforço na limpeza. O valor do contrato com a Ebepec é de R$ 129 mil mensais e segue até o dia 14 de janeiro.
Ele acrescentou ainda que existe a necessidade de substituição de lixeiras, mas que essa medida é de responsabilidade do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). A reportagem tentou contato com o Ippul, mas não obteve retorno ontem.


