Lixo se acumula nas ruas por falta de caminhões
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terça-feira, 25 de fevereiro de 1997
Sucursal de Maringá 
A Prefeitura de Maringá não está conseguindo recolher todo o lixo doméstico colocado pelos moradores nas calçadas da cidade. Em algumas avenidas, como na Cerro Azul, uma das principais, sacos com restos de alimentos foram abertos, espalhando o lixo pelas ruas. A Ouvidoria Municipal, através do telefone 156, está recebendo cerca de 200 reclamações diárias de acúmulo de lixo e de excesso de mato em terrenos próximos a escolas e hospitais.
O diretor do Serviço de Limpeza Urbana da Secretaria do Meio Ambiente, Adalberto Cossich, explica que a prefeitura, responsável pela coleta do lixo, está trabalhando apenas com nove dos seus 13 caminhões. Há quatro anos, o governo do Estado entregou dez caminhões à Prefeitura de Maringá, que precisou alugar mais três para dar conta do serviço.
Hoje, esses caminhões estão exigindo manutenção pesada, como motor e câmbio. Como 13 são poucos para recolher o lixo, a maioria deles estava prensando até dez toneladas de lixo, enquanto seu limite não pode ultrapassar as oito toneladas, explica. Por isso, quatro desses caminhões estão na oficina para reparo de bombas hidráulicas, danificadas pelo excesso de uso. Cada caminhão tem um motorista e quatro coletores.
Outro problema é o mato em terrenos próximos a hospitais, postos de saúde, creches e escolas. Em alguns lugares, como na Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, o mato tomou conta da calçada, impedindo a passagem de pedestres.
Cossich diz que em época de chuva é impossível roçar todo o mato nos quase dois milhões de metros quadrados de terrenos desocupados de Maringá. Temos apenas 50 funcionários e quatro tratores, sendo que dois estão com os motores fundidos, informa.
Por enquanto, a prefeitura está limpando apenas os terrenos próximos a escolas, centros desportivos, postos de saúde, hospitais e a entrada da cidade.


